SE É A MERA CURIOSIDADE QUE AQUI TE CONDUZ, DESISTE E VOLTA; SE PERSISTIRES EM CONHECER O MISTÉRIO DA EXISTÊNCIA, FAZ O TEU TESTAMENTO E DESPEDE-TE DO MUNDO DOS VIVOS.
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terça-feira, 6 de julho de 2010

TANTRA - O Jardim Secreto para o Éden


Saudações minhas à todos. Esse material aqui apresentado é de outro autor, fiz algumas correções por questão de erro de digitação, mas ainda deve apresentar alguns erros, mesmo assim nada que irá apresentar dificuldade na leitura e compreensão deste. Acho muito necessário apresentar um material como esse, porque acredito no potencial feminino, não sei ao certo a quantidade de mulheres, garotas e meninas que leêm o meu blog, mas  gostaria que elas descobrissem o potencial que existe nelas e dentro delas. Realmente são deusas, são as responsáveis por darem a luz a homens e mulheres, são elas quem dão o alimento da vida para todos nós. A terra sempre foi matriarcal, e esse direito foi tirado a força delas, elas possuíam o conhecimento das ervas, venenos, das luas e da terra. Boa leitura a vocês e a todos mais.

1.   INTRODUÇÃO

O presente trabalho pretende transmitir as noções básicas de tantra. Permitir ao leigo, perceber o que é o tantra, as suas origens, características, os vários tipos, e a sua relação com o yôga. Nomeadamente com o Swásthya Yôga.
Não pretende ser um trabalho aprofundado, até porque, por motivos históricos e culturais, trata-se duma filosofia ‘secreta’, sendo transmitida directamente de Mestre a discípulo. Nomeadamente, só a partir dos séculos IV e VIII d.n.e., apareceram os primeiros documentos escritos. Assim, apenas se encontra disponível ao público uma informação sucinta, os conceitos básicos. Quem pretender ser iniciado no tantra, terá de ter a sorte de encontrar um Mestre fidedigno e que o aceite.
 Existe já disponível muita informação referente ao tantra. Contudo, uma boa parte dessa informação será de origem algo duvidosa. Por esse motivo, este trabalho baseia-se sobretudo em bibliografia do Mestre DeRose, reconhecido pelo trabalho que tem desenvolvido ao longo de toda a sua vida, e também do Mestre Sérgio Santos (seu discípulo). Assim, e dada a especificidade da informação aqui tratada, as semelhanças encontradas não serão mera coincidência.
O Mestre DeRose é o codificador do Dakshinacharatantrika Niríshwarasámkhya Yôga, atualmente conhecido por Swásthya Yôga. Tendo dedicado toda a sua vida ao yôga, continua a sua pesquisa no sentido de alcançar e sistematizar informação fidedigna. Dado que o Swásthya Yôga é de linha tantra, o trabalho do Mestre DeRose passa também por aí.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Depois de um breve intervalo...

À todos minhas desculpas pelo afastamento do blog, mas, nada é por acaso não é mesmo!
Muito trabalho, estudos no mundo profano e iniciático fizeram isso acontecer, não tive muita preocupação também pelo fato de saber que tinha bastante material a disposição no blog para estudo e para os curiosos. 

Os estudos são necessários para todos, muitas mentes não estão preparadas para muita coisa, mas aos poucos vamos abrindo um caminho nessa camada grossa que é a Ignorância. A prática de tudo que é estudado possui níveis, e esses níveis são alcançados com estudos e dominação do próprio Eu. Temos que nos auto descobrir e com isso eliminar nosso erros. 

Muita gente deve entrar só não aqui neste blog, como em muitos outros achando que já irão descobrir segredos gigantescos ou profundos, escondidos antigamente a sete chaves  dos profanos, talvez sim, talvez não, o que vai fazer descobrirem isso é o nível de estudo e disciplina que o Buscador terá.

Só avisar, voltei e temos muito material para colocar aqui, espero que tomem consciência de que o estudo é necessário, e que este blog é só uma ferramenta de auxílio, espero que vocês se encontrem de alguma forma dentro de uma igreja, terreiro, em casa, em seu sanctum, no campo, na rua, na fazenda, em uma casinha de sapê... o importante é não ser nem certo nem errado, mas aprender a ser neutro e ter juízo ds coisas e das pessoas (atos e palavras) com verdade no coração.

E para começar uma breve introdução pro pessoal se distrair com mistérios escondidos nos desenhos de nosso frater Disney, que em seus muitos sucessos do cinema são mostrados símbolos e alguns conteúdos de Ordens. Vou tentar colocar aqui imagens dos filmes dele  e textos.



sexta-feira, 14 de maio de 2010

Goécia, Kiumbas e os demônios de verdade

Dando continuidade à série “Desmistificando os Demônios”, falaremos agora sobre as entidades hostis que habitam o Plano Astral.
Para entender o que se passa, você precisará ler primeiro os textos “O Diabo não é tão feio quanto se pinta”, “Pan, Cernunnus e Exu”, “Belzebu, Satanás e Lúcifer”, “Zaratustra, Mithra e Baphomet” e “666, the Number of the beast”. 
Nestes textos, eu explico detalhadamente de onde surgiu cada um dos alegados “demônios” inventados pela Igreja Católica e copiados ad nausea pelas Igrejas evangélicas e caça-níqueis que se vê por ai. Porém, esta explicação precisou fazer um parênteses porque não seria possível continuar a explicação sobre manifestação de entidades astrais no Plano Físico sem explicar primeiro o que é o Plano Astral. Então chegamos a uma “mini-série” onde expliquei o que é e como funciona o Plano Astral. Esta série está nos textos “Yesod – Bem vindo ao Deserto do Real”, “Thanatos”, “Hecate”, “Hermes”, “Morpheus” e “Caronte”, que explicam as cinco interações do Plano Físico com o Astral.

Sei que é um bocado de texto para ler, mas tenho fé em vocês, jovens leitores. E muito do que eu falei em colunas anteriores, sobre Pirâmides, Círculos de Pedra e Chakras estão interligados com estas manifestações físicas das entidades astrais.



A Goécia e os 72 demônios de Salomão
Apesar de ser atribuído ao rei Salomão – que, segundo o folclore judaico, tinha o poder de controlar os demônios do céu, da terra e do inferno -, o texto da Clavícula não tem nada a ver com o legendário soberano judeu. Pela estrutura da composição do texto, ele deve ter sido escrito por volta do sec. XII d.C. provavelmente na região do Império Bizantino, que herdou boa parte do conhecimento clássico e helenístico, inclusive no que se refere ao esoterismo.
Muitos dos títulos usados nos textos (Príncipes, Duques, Barões…) não existiam nos tempos bíblicos e, portanto, não poderiam ter sido usados naquela época.


Lemegeton Clavicula Salomonis, na minha opinião, se trata de uma compilação dos 72 “espíritos das trevas”, que deveriam fazer a contraparte dos 72 anjos cabalísticos, ou derivados dos nomes de Deus (falarei sobre isso no futuro, por ora chega de textos sobre kabbalah).
Como todos os tratados de magia medieval, a Clavícula descreve um procedimento ritualístico bastante complexo, com a utilização de toda uma parafernália cerimonial de robes, pantáculos, amuletos e talismãs, que devem ser confeccionados seguindo à risca as precisas instruções contidas em cada capítulo. Um leitor moderno que vá ler o texto à procura de um manual prático ficará decepcionado – pode-se dizer o que for dos rituais seguidos pelos magos medievais, menos que eles são práticos. Mesmo problema, aliás, do Livro de Abramelin. E não ajudam nada as constantes advertências de que o menor erro pode fazer com que a alma do mago seja arrastada para o inferno pelas entidades que ele tentam imprudentemente evocar.


E quais seriam estas entidades?




Bem… para entender o que estes magos estavam invocando, precisamos retornar um pouco no tempo e estudar as magias cerimoniais e tribais africanas (ou nossa contraparte moderna da Umbanda, Condomblé, Wodun, Santeria, Vodu e ritos caribenhos de invocação dos mortos). Ou mesmo entender o fenômeno das mesas girantes estudadas pelo maçon Allan Kardec ou as tábuas de Oui-ja do século XVIII-XIX. Embora mais “educados” em suas aparições para a fina nata européia, todos os princípios acima lidam com basicamente a mesma coisa: a manifestação de seres espirituais no Plano Físico.
Sabemos que as entidades que vivem no Astral são basicamente o MESMO tipo de pessoa que vive no Plano Físico; apenas não possuem um corpo de carne ou as limitações que possuímos aqui. Sendo assim, a índole e a moral destas pessoas varia da mesma maneira que a índole e a moral das pessoas que estão vivas. E o trabalho dos feiticeiros ou magistas consiste em chamar e contratar as pessoas certas para realizar o trabalho desejado.
No Plano Material, quando temos um problema de hidráulica em casa, contratamos um encanador para resolver o problema; se o problema é na fiação, chamamos um eletricista; se estamos doentes, chamamos um médico; e assim por diante…
No Plano Astral, a coisa funciona da MESMA MANEIRA.
Quando um xamã indígena realiza um ritual de invocação de um “espírito ancestral” para, por exemplo, ajudar no tratamento de uma pessoa doente, é exatamente isso que ele está fazendo: entrando em comunicação com os antigos médicos da tribo que examinarão a pessoa e dirão o que há de errado com ela.
Quando um Guia em um templo de umbanda ou candomblé examina uma pessoa, ele está observando as alterações e distúrbios na aura (campo eletromagnético) e sugerindo algum tratamento para sanar aquele problema.
No mundo físico, se alguém precisar “eliminar” um oponente, pode contratar os serviços de um matador de aluguel. Claro que isso é considerado criminoso, anti-ético, ilegal, etc… mas é uma possibilidade que existe!
No Mundo Astral, acontece a mesma coisa. Pode-se contratar os serviços de pessoas especializadas em separar casais, manipular a índole das pessoas, quebrar objetos, atrapalhar negócios ou até mesmo aleijar, adoecer ou mesmo matar um outro ser vivente. Nenhuma surpresa.
No mundo físico, os bandidos se agrupam em gangues, com símbolos, ritualísticas próprias (máfia russa, tríade, yakusa, etc.), vestem máscaras para não serem identificados e usam do terror e intimidação para impor respeito e medo nas suas vítimas (como por exemplo, nas armaduras samurai japonesas). No Plano Astral ocorre a exata mesma coisa. Como o duplo-etérico (perispírito) é MUITO mais maleável do que nossa pele física, é possível modificar e transformar nossa estrutura espiritual para ficarmos com a aparência que desejarmos, o que inclui chifres, garras, dentes afiados e qualquer outra coisa que você pensar que vá assustar os crentes. E eles sabem disso e usam destas modificações astrais como maneira de intimidação, desde sempre.
Na antiguidade, os médiuns videntes eram capazes de enxergar estas formas e dos relatos delas surgiram as descrições que tradicionalmente associamos aos demônios, como asas, chifres, dentes, garras, rapo, espinhos e tudo mais. Outros assumem formas animalescas como lobos ou serpentes; outros ainda assumem formas vampíricas, monstruosidades ou deformidades (eu vi certa vez no astral um ser extremamente pálido, quase albino, careca, vestindo um robe negro, que possuía 6 olhos avermelhados no rosto, quatro do lado direito e dois no esquerdo, uns sobre os outros, e que ficavam piscando de maneira desordenada…). Também há entidades que se utilizam de correntes, pregos, ganchos, piercings, espetos e toda forma de agressões e auto-mutilações sado-masoquistas que você puder imaginar (Clive Barker certamente inspirou-se nestes seres para criar os cenobitas nos seus livros da série “Hellraiser”). O Baixo-Astral ou Baixo-Umbral está repleto deste tipo de criaturas.
Nos cultos afros, chamam estas entidades de Kiumbas, de onde vem a palavra quimbanda, ou “magia negra”. No kardecismo, chamam estas entidades de “obsessores” ou “espíritos trevosos”, no hermetismo chamamos estas entidades de “seres goéticos”. Tome muito cuidado com a mistureba que a mídia e os cristitas fazem com os cultos africanos:
UMBANDA CANDOMBLÉ QUIMBANDA são religiões bem diferentes entre si, embora os cristitas misturem tudo e chamem de “Macumba”.
E o termo “magia negra” é utilizado errôneamente, pois não há “cor” na magia, existe o uso que se faz da magia. Assim como o gênio da lâmpada na história de Aladin, estas entidades fazem o que o magista as comandar.
O ritual e toda a ritualística envolvida serve para se entrar em conexão com as entidades astrais. Para tanto, os magistas dividem as ritualísticas de invocação e evocação em três tipos: a Teurgia, a Magia Natural e a Goécia.
Teurgia lida com os anjos e com os seres de luz, lida com os 72 nomes de Deus, com suas manifestações, com as sephiroth da Kabbalah e com os Salmos bíblicos (sim, crianças, mais uma vez a Bíblia se mostra extremamente valiosa para o estudante de ocultismo).
Magia Natural lida com Elementais (gnomos, ondinas, silfos e salamandras), orixás, Exus, Devas, Asuras, Djinns, Efreetis e outras criaturas da natureza.
E finalmente, a Goécia lida com os seres do baixo-umbral.
Tendo os rituais certos, nos dias e horários certos, consegue-se contatar estas criaturas; mas apenas contatá-las: é como ter à mão o telefone do Cabeleira e do Zé Pequeno. O Ritual apenas chama estas entidades, o segundo passo é negociar com elas o preço do serviço. E não usei o Zé Pequeno de exemplo à toa… negociar com estas entidades é como negociar com os traficantes do “Cidade de Deus”, você nunca sabe o que poderá acontecer.
Acho que com isto conseguimos fechar a série desmistificando os demônios. Se tiverem alguma dúvida deixem nos comentários que eu tento responder aqui mesmo ou, se for o caso, abro uma nova sessão de “Perguntas e Respostas”.
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Deixo dois vídeos interessantes, sobre manifestações de Zangbetos, um tipo de espírito (Egumgum) conjurado pelos feiticeiros em rituais da tribo dos Benin. Interessante notar que, apesar de necessários 5 ou 6 pessoas para arrastar a estrutura de palha, ela se movimenta com incrível velocidade. E para quem achar que há alguém escondido dentro da palha, a estrutura é QUEIMADA após o ritual (nas grandes comemorações), como parte das tradições (justamente para mostrar que não há ninguém lá dentro).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Caronte – Auto da Barca do Inferno

There Chairon stands,
who rules the dreary coast –
A sordid god: down from his hairy chin
A length of beard descends,
uncombed, unclean;
His eyes, like hollow furnaces on fire;
A girdle, foul with grease,
binds his obscene attire



Dando continuidade ao quinto e último Psycopompo (Deus condutor das almas nos textos da Grécia Antiga), falarei brevemente sobre Caronte, o condutor das almas. Para quem pegou o barco andando, os outros quatro deuses que possuem livre trânsito no Reino Subterrâneo de Hades e representam interações do Plano Material com o Astral são: Thanatos, Hecate, Hermes e Morpheus.

Começarei esta matéria com um texto de um colega chamado Fernando Kitzinger, sobre a figura mitológica de Caronte.

Os gregos e romanos da antiguidade acreditavam que essa era uma barca pequena na qual as almas faziam a travessia do Aqueronte, um rio de águas turbilhonantes que delimitava a região infernal. O nome desse rio veio de um dos filhos do Sol e da Terra, que por ter fornecido água aos titãs, inimigos de Zeus (Júpiter), foi por ele transformado em rio infernal. As suas águas negras e salobras corriam sob a terra em grande parte do seu percurso, donde o nome de rio do inferno, que também lhe davam.

Caronte era um barqueiro velho e esquálido, mas forte e vigoroso, que tinha como função atravessar as almas dos mortos para o outro lado do rio. Porém, só transportava as dos que tinham tido seus corpos devidamente sepultados e cobrava pela travessia, daí o costume de se colocar uma moeda na boca dos defuntos. Segundo o mitólogo Thomas Bulfinch, ele “recebia em seu barco pessoas de todas as espécies, heróis magnânimos, jovens e virgens, tão numerosos quanto as folhas do outono ou os bandos de ave que voam para o sul quando se aproxima o inverno. Todos se aglomeravam querendo passar, ansiosos por chegarem à margem oposta, mas o severo barqueiro somente levava aqueles que escolhia, empurrando o restante para trás”.

Segundo a lenda, o barqueiro concordava apenas com o embarque das almas para as quais os vivos haviam celebrado as devidas cerimônias fúnebres, enquanto as demais, cujos corpos não haviam sido convenientemente sepultados, não podiam atravessar o rio, pois estavam condenadas a vagar pela margem do Aqueronte durante cem anos, para cima e para baixo, até que depois de decorrido esse tempo elas finalmente pudessem ser levadas.

A região onde o poeta latino Virgílio (70 -19 a.C.) situa a entrada da caverna que leva às regiões infernais, é um trecho vulcânico perto do vulcão Vesúvio, na Itália, todo cortado de fendas por onde escapam chamas impregnadas de enxofre, enquanto do solo se desprendem vapores e se levantam ruídos misteriosos vindos das entranhas da terra. Por outro lado, o rio Aqueronte, que desaguava no mar Jônio, tinha suas nascentes localizadas no pântano de Aquerusa, charco próximo a uma das aberturas que os antigos acreditavam conduzir aos infernos.
Também chamado Barqueiro dos Mortos ou Barqueiro dos Infernos, Caronte não é mencionado nem por Hesíodo nem por Homero, mas as referências que os mitólogos fazem a seu respeito geralmente o apresentam como um deus idoso, mas imortal, de olhos vivos, o rosto majestoso e severo; sua barba é branca, longa e espessa, e suas vestes são de uma cor sombria, porque manchadas do negro limo dos rios infernais. A representação mais comum que os pintores antigos dele fizeram, é de pé sobre a sua barca, segurando o remo com as duas mãos. Um mortal nela não podia entrar, a não ser que tivesse como salvo-conduto um ramo de acácia de uma árvore fatídica consagrada a Proserpina, divindade que raptada por Plutão, tornou-se rainha das regiões das sombras. A Sibila (profetisa) de Cumas deu um desses ramos a Enéias, herói lendário, quando este quis descer aos infernos para rever seu pai. Pretende-se que Caronte foi punido e exilado durante um ano nas profundezas do Tártaro, por ter dado passagem a Hércules na sua barca, sem que esse herói tivesse o magnífico e precioso ramo em seu poder.

O estudo das sepulturas gregas do século IV a.C. revela a existência de uma crença na vida além túmulo. As pinturas nos vasos mortuários mostram os vivos voltando ao túmulo para enfeitar a lápide com fitas, untá-la de óleo ou então para depositar oferendas como frutas, vasinhos de argila, coroas de louros. Algumas vezes os vivos estão conversando com o morto, enquanto este toca algum instrumento distraidamente. Estes vasos pintados mostram ainda a famosa barca de Caronte, divindade encarregada de transportar para o mundo subterrâneo as almas daqueles que já haviam morrido.

Caronte representa as Viagens Astrais ou Projeção da Consciência, a quinta maneira de interação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos.
Projeção da Consciência é a capacidade que todo ser humano tem de projetar a sua consciência para fora do corpo físico. Essa experiência tem recebido diversas nomenclaturas, dependendo da doutrina ou corrente de pensamento que a mencione: Viagem Astral (Esoterismo), Projeção Astral (Teosofia), Experiência Fora do Corpo (Parapsicologia), Desdobramento, Desprendimento Espiritual ou Emancipação da Alma (Espiritismo), Viagem da Alma (Eckancar), Projeção do Corpo Psíquico ou Emocional (Rosacruz), Projeção da Consciência (Projeciologia), etc.
É sabido, desde a mais remota antigüidade, que a “Experiência Fora do corpo ” é um fato, envolvendo técnicas nítidas de cunho científico. Porém, devido ao desconhecimento sobre o assunto, grupos desinformados geraram fantasias sobre os “perigos” que envolveriam o processo, aliás inexistentes.
Desse desconhecimento advieram reservas e idéias errôneas, ficando o assunto restrito à uma minoria com pseudo controle e domínio de suas técnicas e conseqüências. Hoje, a “Projeciologia” insere-se na Parapsicologia como ciência adstrita, digna do maior crédito, contando com pesquisadores de vulto como Wagner Borges, Waldo Vieira, Sylvan Muldoon, Hereward Carington, Robert A. Monroe, entre tantos outros nacionais e internacionais, em vasta bibliografia.

A viagem astral (projeção astral ou projeção da consciência) consiste na exteriorização da consciência para fora do corpo físico ou definindo de outra forma, sair do corpo físico utilizando com veículo da consciência, o perispírito ou Duplo-Etérico.
Durante a noite, todos nós passamos, conscientemente ou não, por esta experiência. Dormir é necessário não somente para restaurar a vitalidade física como também para restaurar a vitalidade do corpo astral. O sono representa a desunião dos corpos astral e físico com a finalidade de “liberar” o duplo ou corpo astral, de modo que ele possa coletar energia e vitalidade de fontes astrais. Todos nós, quando dormimos, deixamos os nossos casulos físicos, e saímos em nossos corpos astrais . Os sinais e sensações desta saída do corpo você talvez já conheça. Uma sensação de entorpecimento, sensação de vibrações pelo corpo, ruídos estranhos que você escuta na hora de dormir, sensação de flutuar ou de aumento corporal. Lembra daquela sensação de queda que te acordou de repente, como se estivesse escorregando na cama? Quem ainda não teve o sonho vívido de voar? Quem de nós alguma vez já não sonhou que via um amigo distante, e logo depois recebia notícias suas, um telefonema ou uma carta do mesmo, que “coincidentemente” se lembrara de nós naquela mesma ocasião?
Será que você mesmo não se lembra daquela experiência aterradora em que se sentiu paralisado e pensou que havia morrido?

Estes são apenas uns poucos exemplos de fenômenos que estão ligados à Viagem Astral. Trata-se de um fenômeno absolutamente natural, que faz parte das capacidades inerentes a todo ser humano. Se você quiser também pode aprender a fazer viagens astrais conscientes.

Viagem Astral e Mitologia
A viagem astral é conhecida desde o início da nossa história. Ela faz parte da mitologia de muitas sociedades primitivas e relatos da mesma podem ser encontrados em todas as formações sociais. Provavelmente devido à perseguição religiosa, manteve-se oculta durante a Idade Média, sendo estudada e pesquisada em sociedades secretas, quadro que se manteve até o século XIX. Foi só em 1905 que, com a divulgação das projeções conscientes de Vincent Newton Turvey, na Inglaterra, pôde a viagem astral vir à público e se tornar matéria de estudos por pesquisadores do mundo inteiro. Mesmo assim ainda permanece muita ilusão à respeito do tema. Há quem pense que a capacidade de sair conscientemente do corpo seja uma capacidade restrita a seres altamente espiritualizados. Felizmente, nos dias atuais, o estudo da projeção astral não mais se restringe à nenhuma religião ou crença. Em qualquer livraria encontramos centenas de títulos dedicados ao tema (infelizmente a maioria lixo), mas a sua discussão pública tem permitido que um número cada vez maior de pessoas desenvolvam suas capacidades anímicas para realizá-la.
Psicossoma ou Duplo-Etérico
O Duplo-Etérico pode ser definido como contraparte extrafísica do corpo físico, ao qual se assemelha e com o qual coincide minuciosamente, parte por parte. É uma réplica exata do corpo físico em toda a sua estrutura. O Duplo-Etérico é constituído de matéria astral, que vibra numa freqüência mais sutil e é infinitamente mais refinada do que a matéria física que constitui o corpo físico. É normalmente invisível e intangível ao olhar e toque físicos. O Duplo-Etérico coincide com o corpo físico durante as horas em que a consciência está totalmente desperta. Mas, no sono, os laços que mantêm os veículos de manifestação unidos se afrouxam e o Duplo-Etérico se destaca do corpo físico. Essa separação é que constitui o fenômeno da projeção astral.
Normalmente, o Duplo-Etérico, quando projetado além do físico, mantém a forma daquele corpo, de modo que o projetor é facilmente reconhecido por aqueles que o conhecem fisicamente. Ele também é denominado de corpo astral, perispírito, duplo astral, corpo fluídico, etc.
O Duplo-Etérico é ligado ao corpo físico por um apêndice energético conhecido como cordão de prata.

Cordão de Prata
O Duplo-Etérico é ligado ao corpo físico por um apêndice energético conhecido como cordão de prata, através do qual é transmitida a energia vital para o corpo físico, abandonado durante a projeção. Em contrapartida, o cordão de prata também conduz energia do corpo físico para o Duplo-Etérico, criando um circuito energético de ida-e-volta. Esse interfluxo energético mantém os dois veículos de manifestação em relação direta, independentemente da distância em que o Duplo-Etérico estiver projetado. Enquanto os dois corpos estão próximos, o cordão é como um cabo grosso. À medida que o Duplo-Etérico se afasta das imediações do corpo físico, o cordão torna-se cada vez mais fino e sutil.
O cordão de prata também tem recebido diversas denominações: cordão astral, cordão fluídico, fio de prata, teia de prata, cordão luminoso, cordão vital, cordão energético, etc.
Um dos medos básicos do iniciante é o de que o cordão energético venha a se partir durante a projeção, acarretando, assim, a morte do corpo físico. Tal medo é infundado, pois isso não acontece. Por mais longe que o projetor estiver, o cordão de prata sempre o trará de volta para dentro do corpo físico. Também é impossível o projetor se perder fora do corpo ou não querer voltar ao físico. Para voltar, basta pensar firmemente no seu corpo físico e o retorno se dará automaticamente. É nesse instante que muitos projetores têm a sensação de queda e acordam assustados no corpo físico. É o famoso “sonhar que está caindo” que todos vocês já devem ter experimentado alguma vez.

O cordão de prata é um feixe de energias, um emaranhado de filamentos energéticos interligados. Quando ocorre a projeção, esses filamentos energéticos, que estavam embutidos em toda a extensão do corpo físico, projetam-se simultaneamente de todas as partes dele e se reúnem, formando o cordão de prata. Os principais filamentos energéticos são aqueles que partem da área da cabeça.

Como acontece
A Projeção pode ser involuntária ou voluntária.
Na projeção involuntária, a pessoa sai do corpo sem querer e não entende como isso aconteceu. Geralmente, a pessoa se deita e adormece normalmente. Quando desperta, descobre que está flutuando fora do corpo físico na proximidade deste ou à distância, em locais conhecidos ou desconhecidos. Em alguns casos, a projeção ocorre antes mesmo da pessoa adormecer. Na maioria das projeções involuntárias, a pessoa projetada observa seu corpo físico deitado na cama e fica assustada, imaginando que está desencarnada. Alguns projetores ficam tão desesperados que mergulham no corpo físico violentamente na ânsia de escapar daquela situação estranha. Outros pensam que estão vivendo um pesadelo e procuram, desesperadamente, acordar seu corpo físico. Entretanto, outras pessoas que se projetam involuntariamente se sentem tão bem nessa situação que nem se questionam sobre que fato é aquele, como ocorreu e porquê. A sensação de liberdade e flutuação é tão boa que nada mais importa para elas. Ao despertar no corpo físico, algumas imaginam que aquela vivência era um sonho bom. Muitos sonhos de vôo e de queda estão relacionados diretamente com a movimentação do Duplo-Etérico durante a projeção.
Existem as projeções voluntárias, nas quais a pessoa tenta sair do corpo pela vontade e consegue. Nesse caso, o projetor comanda o desenvolvimento da experiência e está totalmente consciente fora do corpo; pode observar seu corpo físico com tranqüilidade; viajar à vontade para lugares diferentes no plano físico ou extrafísico; encontrar com outros projetores ou com entidades desencarnadas. Pode voar e atravessar objetos físicos, entrando no corpo físico à hora que desejar.
Na projeção voluntária, a pessoa tem pleno conhecimento do que ocorre e procura desenvolver o processo à sua vontade. Na projeção involuntária, a pessoa não tem conhecimento do que ocorre e, por isso, tem medo da experiência. Esse medo está na razão direta da falta de conhecimento das pessoas sobre o fato em questão.

Sintomas
Ocasionalmente, o projetor pode sentir uma paralisia dos seus veículos de manifestação, principalmente dentro da faixa de atividade do cordão de prata. Essa paralisia é chamada de catalepsia projetiva ou astral. Não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara. Catalepsia projetiva pode ocorrer tanto antes quanto após a projeção.
Geralmente, ela acontece da seguinte maneira: a pessoa desperta durante a noite e descobre que não pode se mover. Parece que uma força invisível lhe tolhe os movimentos. Desesperada, ela tenta gritar, mas não consegue. Tenta abrir os olhos, mas também não obtém resultado.
Alguns criam fantasias subconscientes imaginando que um espírito lhe dominou e tolheu seus movimentos. Essa catalepsia é benigna e pode produzir a projeção se a pessoa ficar calma e pensar em flutuar acima do corpo físico. Ela não apresenta nenhum risco, pelo contrário, é totalmente inofensiva. Portanto, se você se encontrar nessa situação em uma noite qualquer, não tente se mover. Fique calmo e pense firmemente em sair do corpo e flutuar acima dele.
Não tenha medo nem ansiedade e a projeção se realizará. Caso não pretenda se arriscar e deseje recuperar o controle de seu corpo físico, basta tentar com muita calma mover um dedo da mão ou uma pálpebra, que imediatamente, readquirirá o movimento. Além da catalepsia projetiva, podem ocorrer pequenas repercussões físicas no início da projeção, principalmente nos membros. Muitas pessoas, quando estão começando a adormecer, têm a sensação de estar “escorregando ” ou caindo por um buraco e despertam sobressaltadas. Isso ” acontece devido a uma pequena movimentação do Duplo-Etérico no interior do corpo físico.

Estado vibracional
São vibrações intensas que percorrem o Duplo-Etérico e o corpo físico antes da projeção. Algumas vezes, essas vibrações se intensificam e formam anéis energéticos que envolvem os dois corpos. Ocasionalmente, o estado vibracional pode produzir uma espécie de zumbido ou ruído estridente que incomoda o projetor. Na verdade, essas vibrações são causadas pela aceleração das partículas energéticas do Duplo-Etérico, criando assim um circuito fechado de energias. Essas energias são totalmente inofensivas e têm como finalidade a separação dos dois corpos.

Tipos de Projeção
PROJEÇÃO CONSCIENTE – É aquela na qual o projetor sai do corpo e mantém a sua consciência lúcida durante todo o transcurso da experiência extra-corpórea.
PROJEÇÃO SEMICONSCIENTE – É aquela na qual a lucidez da consciência é irregular e o projetor fica sonhando fora do corpo, totalmente iludido pelas idéias oníricas.
PROJEÇÃO INCONSCIENTE – É aquela na qual o projetor sai do corpo totalmente inconsciente. É um sonâmbulo extrafísico. Infelizmente, a maioria dos encarnados está nessa situação. Em toda a projeção, os amparadores estão presentes assistindo e orientando o projetor, mesmo que ele não os perceba. Na maioria das vezes, eles ficam invisíveis e intangíveis ao projetor. A projeção em que o amparador ajuda o projetor a sair do corpo é denominada de Projeção Assistida.
PROJEÇÃO E SONHO – Muitas pessoas confundem projeção com sonho. Outras confundem sonho com projeção. As diferenças entre sonho e projeção são bem óbvias:
* No sonho, a consciência não tem domínio sobre aquilo que está vivenciando. É totalmente dominada pelo onirismo.
* Na projeção, a consciência tem pleno domínio sobre si mesma.
* No sonho, não há coerência.
* Na projeção, a consciência mantém o seu padrão normal de coerência, ou até mais ampliado.
* No sonho, a capacidade mental é reduzida.
* Na projeção, a capacidade mental é ampliada.

Benefícios da Projeção
* O projetor, fora do corpo, observa eventos físicos e extrafísicos, independentemente do concurso dos seus sentidos físicos.
* Nas horas em que o seu corpo físico está adormecido, o projetor observa, trabalha, participa e aprende fora do corpo.
* O projetor constata, através da experiência pessoal, a realidade do mundo espiritual.
* Pode encontrar com espíritos desencarnados, comprovando assim, para si mesmo, “in loco”, a sobrevivência da consciência além da morte.
* Pode substituir a crença pelo conhecimento direto, através da experiência pessoal.
* Pode ter a retrocognição extrafísica, isto é, lembrando de suas vidas anteriores e comprovando, realmente, por si mesmo, a existência da reencarnação.
* Pode prestar assistência extrafísica através de exteriorização de energias fora do corpo, para doentes desencarnados e encarnados.
* Pode fazer a desobsessão extrafísica.
* Pode encontrar com pessoas amadas fora do corpo.
* Pode adquirir conhecimentos, diretamente, com amparadores fora do corpo.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Espada




Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.


Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.

Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada;
Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;
E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.
Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.
E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.
Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á
Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.
Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo.
E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão. Mateus Cap. 10, 32-36

No mundo profano, tem-se o costume de considerar a espada como uma tradição essencialmente guerreira e portanto, motivo de temor. Não se pode contestar que existe um aspecto guerreiro neste símbolo; porém, seu sentido esotérico transcende seu caráter de violência e é encontrado em várias Ordens e crenças religiosas, tais como no Islamismo, Cristianismo, bem como na maior parte das demais tradições.


A própria tradição Hindu, que não poderíamos chamar de essencialmente guerreira, possui também esse símbolo, como cita-nos o Bhagavad-Gita. Segundo a Doutrina Islâmica, no domínio social, o uso da espada na guerra, é válida enquanto dirigida contra aqueles que perturbam a ordem e unicamente, com o objetivo de reconduzi-los a essa ordem.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Morpheus – Dream a little dream of me


Mr. Sandman, bring me a dream
Make him the cutest that I’ve ever seen
Give him two lips like roses and clover
Then tell him that his lonesome nights are over.
Sandman, I’m so alone
Don’t have nobody to call my own
Please turn on your magic beam
Mr. Sandman, bring me a dream.
A seguir, o que o mundo dos espíritos e o mundo dos sonhos tem em comum?
Morpheus

Morpheus, ou Morfeus em português (palavra grega cujo significado é “aquele que forma, que molda”) é o deus grego dos sonhos. Morpheus possui a habilidade de assumir qualquer forma humana e aparecer nos sonhos das pessoas como se fosse a pessoa amada por aquele determinado indivíduo. Seu pai é o deus Hipnos, do sono. Os filhos de Hipnos, chamados de Oneiroi, são personificações de sonhos, sendo eles Phobetor (que os deuses chamavam de Icelus), e Phantasis (de cujo nome originou a palavra “fantasia”). Morfeu foi mencionado pela primeira vez no texto Metamorphoses de Ovídio como um deus vivendo numa cama feita de ébano numa escura caverna decorada com flores, mas também aparece na Odisséia, na Eneida e na Teogonia.
Morpheus representa a presença da alma humana nos Reinos de Hades (Yesod) durante o sono. Sua alegoria nos demonstra o conhecimento que os iniciados possuem sobre este aspecto da interação do corpo físico com o astral. A partir do conhecimento da ligação entre estes pontos, podemos explicar facilmente alguns mitos que com certeza muitos de vocês já passaram:

Hermes – Metais, Ervas e Pentagramas


“É verdade, certo e muito verdadeiro.
O que está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.
E assim como todas as coisas vieram do Um, assim todas as coisas são únicas, por adaptação.
O Sol é o pai, a Lua é a mãe, o vento o embalou em seu ventre, a Terra é sua ama;
O Pai de toda Telesma do mundo está nisto.
Seu poder é pleno, se é convertido em Terra.
Separarás a Terra do Fogo, o sutil do denso, suavemente e com grande perícia.
Sobe da terra para o Céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores.
Desse modo obterás a glória do mundo.
E se afastarão de ti todas as trevas.
Nisso consiste o poder poderoso de todo poder,
Vencerá todas as coisas sutis e penetrará em tudo o que é sólido.
Assim o mundo foi criado.
Esta é a fonte das admiráveis adaptações aqui indicadas.
Por esta razão fui chamado de Hermes Trismegistos, pois possuo as três partes da filosofia universal.
O que eu disse da Obra Solar é completo.”
Durante nossas matérias anteriores, falamos sobre Matrix, o Plano Astral e as diversas maneiras de se interagir com a esfera de Yesod, o estado de consciência representado pelo Mundo Subterrâneo nas antigas mitologias. Falamos sobre os Psychopompos (os famosos “condutores de almas”) das mitologias antigas e o que eles realmente representam e finalmente fizemos cinco anotações em nossos cadernos, que passaremos a decifrar nesta coluna.
Semana retrasada falamos sobre Thanatos, deus dos mortos, e sua relação com o Astral. Em seguida, comentei sobre Hecate e a intuição. Continuando a linha de raciocínio, falaremos hoje sobre Hermes, a manifestação da vontade (Thelema) no Astral.
Ao contrário de hecate, que representava a parte passiva da espiritualidade, através da mediunidade, Hermes representa a parte ativa da mediúnidade, ou a capacidade dos seres no Plano Físico atuarem sobre o Astral.
Esta atuação acontece na forma de mantras (ou palavras de poder), de objetos mágicos (círculos, espada, taças e outros objetos magnetizados pela luz astral) e da vontade do magista. Deste tipo de atuação surgiram as bases a respeito dos exorcismos, conjurações e banimentos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Hecate – Druidas, Oráculos e Allan Kardec


“Três deveres de um druida:
- curar a si mesmo;
- curar a comunidade;
- curar a Terra.
Pois se assim não fizer, não poderá ser chamado de druida”.

(Tríades da Ilha da Bretanha)
Durante nossas matérias anteriores, falamos sobre Matrix, o Plano Astral e as diversas maneiras de se interagir com a esfera de Yesod, o estado de consciência representado pelo Mundo Subterrâneo nas antigas mitologias. Falamos sobre os Psychopompos (os famosos “condutores de almas”) das mitologias antigas e o que eles realmente representam e finalmente fizemos cinco anotações em nossos cadernos, que passaremos a decifrar nesta coluna.
Semana passada falamos sobre Thanatos, deus dos mortos, e sua relação com o Astral. Continuando a linha de raciocínio, falaremos hoje sobre Hecate, a deusa tríplice, representação da mediunidade.

Thanatos – I see dead people

Durante nossa última matéria, falamos sobre Matrix, o Plano Astral e as diversas maneiras de se interagir com a esfera de Yesod, o estado de consciência representado pelo Mundo Subterrâneo nas antigas mitologias. Falamos sobre os Psychopompos (os famosos “condutores de almas”) das mitologias antigas e o que eles realmente representam e finalmente fizemos cinco anotações em nossos cadernos, que passaremos a utilizar nesta coluna. 
Hoje falaremos sobre fantasmas, espíritos, vampiros e outros habitantes do Plano Astral. Assim que completarmos estas explicações, voltamos para a desmistificação dos Demônios, Encostos e afins. 


Os Ancestrais e os Planos vibratórios
Em todas as mitologias de todos os povos do planeta, sem exceção, existem contos e textos descrevendo o encontro de seres do Plano Material com seres do Plano Astral. Chamados pelos profanos de Fantasmas, Assombrações, Espíritos, Encostos, Poltergeists, Kamis, Veneráveis, Ancestrais e outros infindáveis nomes, estes seres são basicamente pessoas EXATAMENTE como nós; apenas estão em outra faixa de vibração, indetectável para a maioria das pessoas. Entendendo este princípio simples, fica muito fácil de explicar todos os fenômenos ditos “paranormais” ou “sobrenaturais”…
Para entender como todo este processo de Diferentes Vibrações funciona, vamos fazer uma analogia simples, Analisando nossos cinco sentidos: Em nossa visão, detectamos uma faixa de vibrações do espectro que vai do vermelho ao violeta. Abaixo desta faixa, temos o chamado Infravermelho e acima o Ultravioleta, cores que existem, mas somos incapazes de detectar. O primeiro aparelho capaz de detectar infravermelho foi construído a menos de dois séculos, mas graças às telecomunicações, esta é uma das áreas da ciência ortodoxa que mais avançamos nos últimas décadas.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Yesod – Bem-vindo ao Deserto do Real

Continuando nossa série sobre desmistificação de demônios, diabos, encostos e afins, precisamos neste momento ao mesmo tempo fazer uma parada e estabelecer uma conexão com a kabbalah. Sem explicar o que é o chamado “Plano Astral”, será muito difícil entrar em detalhes sobre como exatamente funciona a mecânica por trás dos Anjos, Demônios, Devas, Asuras, Elementais, Exus, Anjos Enochianos, Fantasmas e Gênios.

Da mesma maneira, estava devendo para vocês uma explicação gnóstica sobre o filme Matrix, então este período do tempo-espaço em relação à coluna me parece o ponto exato para comentar três coisas aparentemente distintas, mas ao mesmo tempo intrinsecamente conectadas: Yesod, o Plano Astral e Matrix.
Tome a pílula vermelha e siga o tio Marcelo para descobrir o quão funda é a Caverna de Platão.

terça-feira, 20 de abril de 2010

666, the Number of the Beast - O número da Besta


Let him who hath understanding
reckon the number of the beast
for it is a human number
its number is six hundred threescore six.
Apocalipse 13:18
Hexakosioihexekontahexaphobia. A lavagem cerebral das Igrejas é tão grande que a ciência precisou inventar um termo para descrever “o medo irracional relacionado ao número 666″.
Mas o que este número possui de tão especial?
Este conjunto de textos a respeito das distorções dos deuses, cerimônias religiosas e símbolos sagrados de outras religiões pela Igreja Católica (e, por conseguinte, de suas seitas evangélicas) não poderia ficar completo sem uma explicação detalhada sobre o número 666. 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os Habitantes do Plano Astral


Antes de começarem  a ler este post, seria muito bom ressaltar a importância de leitura fiel e disciplinar ao material completo que tem no blog. Mesmo por ter muitas imagens e assuntos de interesse realmente importante. Isso se trata da liberdade e despertar de suas próprias mentes. Aos interessados, façam isso com disciplina e dedicação, já que servirá para essa e próximas vidas. Desenvolvam-se para ajudar a si e ao próximo. Muitos chegam até aqui e a outros blogs do mesmo assunto não por acaso - já que não existe tal coisa, e sim a ilusão da casualidade - por isso tenham em mente que suas buscas tem um motivo. Bons estudos e um bom despertar!!!
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terça-feira, 2 de março de 2010

Respiração, sinta o pulsar

Li no Portal Terra, essa matéria:


A respiração no Jiu-Jitsu, MMA e Submission
Rickson Gracie é mestre na arte de controlar a respiração
Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog e autor do livro Pronto Pra Guerra:
Em outro artigo neste Blog, já informei que vários atletas de elite de Jiu-Jítsu e MMA recorrem, sabidamente, a diversos treinamentos para maximizar a respiração e potencializar seus recursos direcionando às situações adversas antes, durante e após os combates.
A respiração é um dos prazeres da vida ou pelo menos o reconhecimento de que ainda estamos vivos. Também é uma ferramenta muito poderosa para o lutador amador ou profissional. Sua utilização e controle tem longa história nas lutas e artes marciais. No livro Pronto Pra Guerra, em especial no capítulo de Preparação Psicológica, abordei diversos meios e métodos referentes à respiração, bem empregados nas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate.



Na tradição do Budô, dentre as artes marciais japonesas, se considera que o “Kiai” (espécie de vocalização utilizada geralmente durante golpes traumáticos), aumenta a potência do indivíduo na execução de um golpe ou técnica. Dentre as artes marciais coreanas, similarmente, utiliza-se o “Kihap”. Grande parte dos praticantes considera o “Kiai” apenas como uma mensagem que acompanha o movimento físico; contudo, enganam-se: é um recurso muito mais relevante e profundo.


Quando utilizado corretamente, conecta os elementos físicos e mentais de uma técnica, e serve tanto para ações defensivas como ofensivas. O significado do próprio termo denota um conceito de um sistema unificado ou integrado ( “ai”) espírito ou mente (” ki “). O controle da respiração é parte integrante de sua execução.


Não é incomum no MMA, Muay Thai e no Boxe, por exemplo, os atletas expirarem quando desferem socos ou chutes. Muitas vezes esses sons são captados até mesmo por transmissões televisivas, tamanho é o volume de vocalização da expiração de alguns atletas quando desferem os golpes.


Por incrível que pareça, essas vocalizações durante a expiração tem raízes longínquas nas lutas. A preconização do “Kiai” é: enquanto expirar fortemente (exalando ar) se deve contrair fortemente os músculos abdominais e o diafragma.


Sugere-se que, defensivamente, a expiração previna de um nocaute e a contração muscular ajude a proteger órgãos internos. Como ataque ofensivo, pode assustar ou distrair por milésimos de segundos o adversário. Além disso, enquanto a musculatura da região central do corpo estiver contraída, será fortalecida a cadeia cinética, aumentando a potência do golpe. Assim, acompanhando o “Kiai” ou “Kihap” vem uma condição adicional de energia e fortalecimento físico e mental, e não somente mera vocalização durante um golpe.


Ah, outra vantagem simples, é claro, é que o indivíduo lembra de respirar. Isso por si já é uma ferramenta valiosa para o lutador. Quando um iniciante, por exemplo, realiza seu primeiro sparring, é comum prender a respiração e tensionar os músculos. É uma espécie de reação natural, mas pode se tornar mau hábito.


Os músculos precisam de oxigênio para funcionar corretamente. Uma contração muscular necessita, óbvio, de mais oxigênio. Seu corpo começa a maioria das atividades com o oxigênio do ar que você inala. Se você não estiver inalando, não estará fornecendo fonte constante de oxigênio para os músculos ou a outros órgãos vitais que necessitam dele como o cérebro e os olhos. Isso demanda maior utilização de oxigênio e, finalmente, faz com que o corpo e a mente não trabalhem tão bem como deveriam.


Prender a respiração por muito tempo também pode elevar a pressão arterial e causar vertigem. Ainda, seus músculos “cansam” mais rapidamente. O resultado é que o indivíduo fica sem fôlego em curto período.


Comparando, como bom exemplo, vale salientar que as tropas de elite do exército e da polícia sabem da necessidade e utilidade das técnicas de respiração e as integram em sua formação. Se referem a elas como “respiração tática” ou “respiração de combate”. São estratégias de respiração concebidas para serem aplicadas rapidamente, principalmente em situações de risco elevado.


Atleta de Jiu-Jítsu e MMA, Ricardo Arona tem opinião formada sobre o tema: “em situação mais complicada como um knock-down, melhor coisa a fazer é se fechar defensivamente e respirar bem para restabelecer o equilíbrio no combate.” O fato é que você tem de saber respirar.


Recomendações Práticas


1) Para relaxar, se restabelecer de situação complicada e/ou evitar desperdício de energia pelo fator emocional: inalar (inspirar) por quatro segundos, segurar (apnéia) por quatro segundos e expirar (exalar) por quatro segundos e, logo após, respirar normalmente. Esta técnica ajudará a manter a freqüência cardíaca sob controle (também reduz a ansiedade).


2) Durante situação extrema de um combate em que o atleta precisa de mais foco e concentração e/ou potência no golpe: No lugar de respirações longas e profundas, executar uma série regular de expirações (ou exalações) pela boca no momento de um impacto, seguida imediatamente por uma acentuada inspiração (ou inalação) pelo nariz. Há muitas maneiras de respirar “corretamente” e muitos usos para diferentes técnicas de respiração e exercícios. Nesta, a coisa mais importante é não prender a respiração, para ter um padrão regular de inalação (por intermédio do nariz) e expirar (pela boca).


Concluo afirmando que, para fins de treinamento, ter algum sistema ou método, independentemente de qual deles você escolher, poderá ajudar nos momentos cruciais antes, durante ou após os combates. Provavelmente um atleta de nível iniciante ou intermediário será beneficiado como os lutadores de elite ou superelite se, assim como eles, dominar tais técnicas.


Referência:
Borum, R. The Power of Breathing. Black Belt Magazine, 2009.


Leandro Paiva é professor de educação física e autor do livro Pronto Pra Guerra.  Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog toda segunda-feira. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em http://www.prontopraguerra.com.br/


E li no mesmo dia, sobre respiração no livro MAGIA PRÁTICA - O CAMINHO DO ADEPTO:


Devemos também dar a devida atenção à respiração. Normalmente, todo ser vivo respira; sem a respiração não há vida. Naturalmente o mago precisa saber mais do que só isso, ele precisa saber que inspira oxigênio com nitrogênio, que é absorvido pelo pulmão e expirado depois em forma de nitrogênio. Sem respiração e alimentação o pulmão não sobrevive. Tudo o que precisamos para a vida é tudo o que a mantém, portanto a respiração e a nutrição, é quadripolar e quadri-elementar, somando ao quinto elelmento ou o princípio do Akasha, conforme descrito na parte teórica sobre os elementos [no mesmo livro]. O ar que respiramos possui um grau de densidade mais sutil do que aquele na nutrição densa, material. Porém, segundo as leis universais ambos são da mesma natureza, i.e. quadripolares, e servem para manter o corpo vivo. Examinemos a respiração:


O oxigênio está subordinado ao elemento fogo e o nitrogênio ao elemento água. O elemento ar é o elemento mediador e o elemento terra o que liga o oxigênio e o nitrogênio. O quinto elemento, Akasha ou elemento entérico é o elemento regulamentador, o princípio primordial do divino. Assim como no grande Universo, na natureza, nesse caso também os elementos tem seus fluidos elétricos e magnéticos, sua polaridade. Na respiração normal ou insconsciente, só a quantidade de matéria dos elementos necessária para a manutenção normal do corpo é levada a ele. Aqui também a assimilação se adapta de acordo com a utilização da matéria dos elementos. Mas com a respiração consciente ocorre o contrário. Se deslocarmos, par ao ar a ser respirado, pensamentos, idéias ou imagens, abstratos ou concretos, eles serão captados pelo princípio akáshico do ar em questão e levados através dos fluidos elétricos e magnéticos até a matéria aérea. Ao passar pelos pulmões e ser levada às veias, essa matéria aérea impregnada representa um duplo papel. Primeiro, as partes materias dos elementos servem para a manutenção do corpo; segundo, o fluido eletromagnético carregado com o pensamento, a idéia ou a imagem, conduz o ar eletromagnético tingido por essas idéias para fora da circulação, através da matriz astral até o corpo astral, e de lá, reflexivamente, através da matriz mental até o espírito imortal.


Com isso nós elucidamos o mistério da respiração do ponto de vista mágico. Muitas linhas esotéricas usam respiração consciente instruída, como por exemplo o sistema da Hatha Ioga, até mesmo sem conhecer  com exatidão. Muitos já prejudicara, a saúde com seus exercícios respiratórios extremados, principalmente executando essas práticas sem orientação de um mestre experiente (um guru).


Leitores inexperientes podem ter se deixado induzir por essas práticas, talvez por terem vislumbrado nelas uma conquista rápida dos poderes ocultos. Porém estes podem ser conquistados pelo mago com muito mais facilidade e rapidez, se ele assim o desejar, através do sistema universal descrito em detalhes nesta obra.


Como podemos ver, não se trata nesse caso da quantidade de ar inspirado, mas sim da qualidade da idéia que transferimos ao material aéreo. Por isso não é necessário, e nem mesmo aconselhável, bombear muito ar aos pulmões sobrecarregando-os inutilmente. Você deve realizar seus exercícios respiratórios sem qualquer pressa, devagar e tranquilamente.


Sente-se confortavelmente, relaxe o corpo todo e respire pelo nariz. Imagine que junto com o ar inspirado estão sendo transferidos ao seu corpo, através dos pulmões e do sangue, bastante saúde, paz, serenidade, sucesso, ou qualquer outra coisa que você deseja muito alcançar. A imagem deve ser tão intensa e o ar inspirado tão impregnado com o desejo, que este deve ser quase real. Você não pode ter a mínima dúvida a esse respeito.


Para não arrefer, é suficiente começar com sete respirações pela manhã e sete à noite, e dentro das possibilidades, aumentá-las gradativamente em uma pela manhã e uma à noite, a cada dia que passa. Nunca se apresse, e também não exagere, pois tudo tem o seu tempo. De qualquer modo, só passe a imaginar outro desejo quando o primeiro for totalmente realizado.


Para o aluno talentoso, os progressos começarão a se evidenciar no mínimo em sete dias; tudo depende do seu grau de disposição e da força do seu pensamento. Alguns aprendizes levarão semanas ou até meses para a realização de seus desejos. Até mesmo o tipo de desejo possui neste caso um papel importante. Por isso aconselhamos, no início a não desejar coisas egoístas, devemos nos limitar a desejos tais como: serenidade, saúde, paz, sucesso. Os exercícios respiratórios não devem ultrapassar o tempo de meia hora; mais tarde serão suficientes dez minutos, em média.

Temso mais


Exercícios Práticos - Música e Respirações

Um outro exemplo da aplicação da música no ocultismo e vice-versa é o Ritual Gnóstico do Pentagrama. Esta é uma das práticas essenciais e básicas da IOT (Illuminates of Thanateros) e é uma adaptação dos tão já conhecidos Ritual Menor do Pentagrama / Ritual do Pilar do Meio (Golden Dawn/OTO)… No RGP primeiramente a intenção é a libertação de qualquer simbolismo pré-existente, afim de que o magista possa entrar em contato com o Self e assim obter o sucesso desejado em qualquer operação mágica.


Ele se inicia com a respiração profunda e mentalização de radiâncias em cinco centros vitais de nosso corpo (relacionados completamente com os chakras citados anteriormente). Cada radiância é acompanhada com a vibração de uma vogal e deve causar uma sensação específica no momento de sua entoação. As vogais são vibradas como mantras no momento da exalação (técnica conhecida como pranayama) Conforme descrito em sua concepção “. O corpo deve ser tocado como um instrumento musical, com cada parte ressonando de acordo com um tom.”


Realizado tal processo, deve-se traçar em sentido horário um pentagrama para cada um dos quatro cantos (leste, sul, oeste, norte). Ao concluí-los, deve-se novamente voltar ao início e entoar novamente as vogais.Segue o procedimento do ritual:


1) De pé, para qualquer direção que prefira.

2) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “I”, enquanto visualiza uma energia radiante na região da cabeça.
3) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “E”, enquanto visualiza uma energia radiante na região da garganta.
4) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “A”, enquanto visualiza uma energia radiante na região do coração e dos pulmões, que se espalha para os membros.
5) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “O”, enquanto visualiza uma energia radiante na região da barriga.
6) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “U”, enquanto visualiza uma energia radiante na região entre a genitália e o ânus.
7) Repita o 6). Então o 5), 4), 3), 2), repetindo de trás para frente, até chegar à cabeça.
8) Inspire profundamente. Exale lentamente, repetindo o mantra IEAOU, enquanto desenha o pentagrama no ar, com o braço direito. O pentagrama deve ser visualizado com muita nitidez.
9) Vire para o próximo quadrante e repita o 8), então, desenhe os pentagramas restantes com os mantras e as visualizações, até chegar ao ponto de partida.
10) Repita os números 2) até o 7), inclusive.


Exercício de Respiração


O estudo dos ciclos predispõe a mente a uma forma de conceber o tempo de maneira diferente, não linear, senão circular, engrandecendo assim nossa percepção, nosso espaço consciente, universalizando-o. O ciclo binário, e sua potencialidade criativa (4 = 2*2), é o que conforma qualquer ciclo quaternário de ida e retorno e a ele trataremos de adequar nossa respiração.

EXERCÍCIO RESPIRATÓRIO:
a) Sente-se cômoda e corretamente. Faça-o à oriental (com as pernas cruzadas debaixo das cadeirinhas; posicão de lótus), ou à ocidental (retamente numa cadeira), é muito importante conservar a vertical.
b) Uma vez relaxado, feche seus olhos e imagine um círculo, com seu ponto central destacado e sua circunferência. Melhor ainda, se possível, construa previamente esta figura em papel, cartão ou outro material e a observe fixa e atenciosamente durante alguns minutos. Logo, com os olhos fechados, projete-a sobre um fundo imaginário. Concentre-se alternativamente sobre o ponto central e a circunferência. Sinta pouco a pouco o fluir de sua respiração.
c) Figure-se que é você o ponto central de uma circunferência gigantesca. Esse círculo é uma esfera, e você é o centro e o eixo dela. Com sua respiração ela se contrai e se dilata, desce e ascende a energia, e se escurece e clareia essa esfera ao ritmo respiratório.
Isto é tudo por agora. Tomem-se entre 15 e 30 minutos ao todo para efetuá-los. Não é conveniente fatigar-se. Não se ponha demasiado eufórico ou se desanime pelos resultados obtidos. A persistência diária é necessária e o melhoramento neste treinamento é progressivo.

Exercício de Respiração - parte II

Volte a repetir os três exercícios a, b, e c do Post Anterior de respirações.

Adicionaremos um exercício respiratório a esta sucessão.
d) Sincronize a respiração com as pulsações sanguíneas, que podem ser percebidas nos pulsos, ou na garganta (na jugular). Conte 4, 6 ou 8 pulsações –o lapso no qual se sinta mais cômodo– e aspire nesse mesmo ritmo. Logo, expire num intervalo semelhante, assim tenha você tomado como protótipo qualquer número de pulsações, a sua eleição (4, 6 ou 8, etc.). Acomode-se, aspire e expire nesse ritmo constante durante 5 a 10 minutos, tratando de que seja com naturalidade. Siga conscientemente o ciclo respiratório sem abandonar os exercícios de visualização precedentes. Trata-se de conjugá-los. Deixe-se fluir. Você está relaxado, sentado comodamente, com seus braços e mãos descansados. Suas preocupações o abandonam e o mesmo vão fazendo seus pensamentos, e você com eles. Permita-se que brote, ainda que seja incipientemente, pouco a pouco, seu manancial interno. Nada, em verdade, salvo os fantasmas de sua mente, pode impedir seus propósitos.


Realize-os durante 15 a 30 minutos diários.
Queremos dizer algumas palavras sobre o aspecto cerimonial de nossos estudos e trabalhos, pois estamos acostumados a viver num mundo que não faz distinções entre o sagrado e o profano, e que, portanto, desconhece as hierarquias espirituais internas.
Não é raro que o velho homem que coexiste conosco negue toda possibilidade de salvação de maneira inconsciente, ou trate de “consumir” o conteúdo deste programa. Há um tempo e um espaço sagrados, que se correspondem com os aspectos mais altos do ser, cada vez mais livre de seus inumeráveis egos e paixões que tratam de subjugá-lo. É sumamente conveniente fomentar a realização desse espaço e tempo diferentes e para esse efeito o rito e a invocação, e o respeito pelo sagrado, devem se modificar, desde o princípio, em nossa vida diária. Para o caso destes trabalhos e práticas, aconselha-se uma hora determinada –que bem pode ser noturna, quando as vibrações do meio se calam– e um lugar para as realizar –localizado de preferência olhando para o norte ou para o oriente– por pequeno que seja. Desta Forma, sublinhamos o conveniente de ter um lugar especial relacionado com o material de Agartha. Isto se deve à necessidade de distinguir, em qualquer nível, a diferença que existe entre duas visões, ou leituras absolutamente distintas da realidade. A do homem ordinário, ou profana, e a do aspirante ao Conhecimento, ou sagrada. Fazendo-se a escusa de que o sagrado, ou metafísico, não é o que hoje em dia se entende por “religioso”, ou “piedoso”, e que o profano não é aquilo que o “moralismo” possa condenar como tal. O sagrado, ou metafísico, excede amplamente o fenômeno “religioso”, ou o “devoto”, ou a superstição. E a ética supera as “moralidades” locais, geralmente motivadas para impor seus interesses e pontos de vista, tão passageiros quanto às modas ou às mutações dos usos, costumes e gostos das personalidades.

Exercício de Respiração - parte III



Nas mesmas condições em que efetuamos os exercícios anteriores e os que seguirão, realizaremos agora uma prática nova: você já se familiarizou com uma respiração simples de duas fases (aspiração-expiração). Agora subdividiremos este ciclo em quatro. Desta forma, você se acostumou a produzir tanto a aspiração como a expiração num determinado lapso igual de tempo (4, 6 ou 8 pulsações, etc.). Trate de fazer este exercício que damos na continuidade, outorgando a cada uma das quatro fases o mesmo número de pulsações já eleitas.
Aspire em 1, retenha o ar em 2, expire-o completamente em 3 e fique com os pulmões totalmente vazios em 4, até que tenha necessariamente que voltar a aspirar em 1. Mantenha o ritmo durante 15 ou 20 minutos. O segredo deste exercício é expulsar todo o ar sem que nos fique nada nos pulmões. Esta respiração é a que sugerimos para os próximos exercícios, pelo que seria muito prático poder realizá-la.
Nota: É provável que tenha algumas dificuldades porque agora o exercício se pratica em quatro fases. Se for assim, pode-se diminuir o número de pulsações de cada fase para efetuá-lo.
Se quiser, você pode seguir praticando os exercícios preparatórios. Posteriormente daremos outros novos.

Exercício de Respiração - parte IV


É importante que se habitue a este exercício, ao que inclusive se lhe deve dar um caráter ritual. Pode ser que as distintas fases respiratórias não possam ser realizadas exatamente de acordo com o mesmo número de pulsações. Por exemplo: que a aspiração e a retenção precisem tempos diferentes, bem como a expiração e o vazio subseqüente. No entanto, tanto os movimentos número 1 (aspiração), como o número 3 (expiração), devem ser feitos em tempos iguais. Assim, a retenção e o vazio (fases números 2 e 4) devem se efetuar em igual tempo. A saber, que se a aspiração é realizada em seis pulsações, a expiração deve corresponder a esse mesmo número. Igualmente, se a retenção se faz em quatro pulsações, o vazio se efetuará no mesmo tempo.






Seria muito conveniente que esta respiração começasse a ser para você como uma forma ritual, à qual pudesse recorrer em qualquer momento, distinguindo nitidamente do mundo da respiração ordinária este outro espaço, no qual você efetua seu exercício. Ao se acostumar a fazê-lo à vontade, começa o organismo a reconhecer outra possibilidade de si mesmo. Se no princípio teve alguma dificuldade, não abandone. E reitere os esforços para consegui-lo. Lembre-se de que o segredo desta prática radica em expulsar totalmente o ar que possa ter em seus pulmões, na fase número 4, produzindo-se assim uma morte simbólica, à qual necessariamente tem de seguir um renascimento marcado por uma nova respiração. Lembre também que os exercícios têm de se efetuar aspirando o ar pelo nariz e expulsando-o pela boca. Se você consegue com estas práticas uma certa perfeição, poderá ampliar um pouco os minutos do dia para lhe dedicar, e inclusive exercitar-se nela em distintas ocasiões de sua jornada, e não só em seu gabinete de trabalho e em postura ritual. Se você consegue incorporar esta nova respiração a momentos determinados de seus horários ordinários, adquirirá uma certa mecanicidade em sua prática e execução. Isto tem valor, já que você está controlando à vontade sua recepção e entrega de energias, e sua respiração já não é algo inconsciente, arbitrário e casual, senão algo consciente, ordenado e efetivo. Ainda que não o tenhamos percebido, demos um pequeno grande passo para a concentração de nossos esforços na busca e reedificação de outras realidades adormecidas. Reitere e habitue-se a estes exercícios, que facilitarão outras muitas potências latentes em seu interior. Por certo, antes de se entregar a estas práticas, tem de ter um mínimo de relaxamento e tranqüilidade indispensáveis.

Exercício de Respiração - parte V


Devemos repetir nossa prática respiratória assinalada nos dois capítulos anteriores, à qual adicionaremos agora uma visualização singela, mas não menos efetiva. Com os olhos fechados, trate de imaginar que a habitação, ou espaço, no qual nos dispomos a efetuar este exercício, vai se enchendo de uma fumaça de cor vermelha brilhante que emana suavemente de algum ponto dela. Colocamo-nos, pois, em nossa postura costumeira, e enquanto relaxamos, começamos lentamente a perceber que esta fumaça, ou este ar vermelho brilhante, vem nos rodeando lentamente, e começamos a aspirá-lo, retê-lo, expulsá-lo e a ficarmos sem ele, à medida que vamos ritualizando as fases do exercício.
Em 1 absorvemos lentamente pelo nariz esta fumaça brilhante no tempo de pulsações que elegemos para nossa comodidade. Em 2 o retemos e nos inunda por completo. Em 3 o exalamos lenta e suavemente. E finalmente em 4, ficamos totalmente vazios, até que por imperiosa necessidade voltemos a tomá-lo com suavidade e doçura, ao ritmo que nos impusemos.

Exercício Respiratório - parte VI

Situe-se exatamente no centro da habitação em que realiza suas práticas respiratórias. Observe atenciosamente as coordenadas que formam o espaço onde se acha e coloque-se no eixo onde todas elas coincidam. Imagine que você está localizado na sefirah Kether. Feche os olhos e comece a regular o ritmo de sua respiração, aspirando pelo nariz e expirando pela boca, segundo o modelo que estamos praticando. A fumaça ou gás vermelho brilhante é emanado desse ponto e você o aspira suavemente. Sincronize as distintas práticas que simultaneamente está praticando. De En Sof, do Nada infinito, surge uma débil esfumatura que você aspira e com a qual se alimenta. Ao expirá-la, esta vai lentamente inundando toda a habitação com seu resplendor claro e luminoso. Você é Kether e se alimenta da luz não manifestada. Você é o começo dessa luz que exala e expande toda a Árvore da Vida, a Criação Universal. Por seu intermédio se vai conformando Hokhmah e este dá lugar a Binah, para voltar finalmente a você, visualizados como uma triunidade de Princípios. Aspire e exale a fumaça vermelha brilhante e, ao se identificar com as sefiroth, às que visualiza, retorne a si mesmo, sendo um com a totalidade do Cosmo.
Exemplo: Ao aspirar à realidade de En Sof, possibilidade de tudo o que é existente, você se constitui em Kether, princípio da luz da manifestação universal. Ao expelir, você se conforma a Hokhmah, princípio ativo do Cosmo. Ao inalar novamente, você é esse Hokhmah, ao que se conforma, e ao voltar a exalar, está criando Binah, receptáculo, ou princípio de toda possibilidade. Finalmente você é Binah e aspira a energia de Kether, e ao exalar seu ar, devolve a Kether essa possibilidade para que tudo possa novamente voltar a começar.

Exercício Respiratório - VII


Seguindo com nossa série de práticas respiratórias, trataremos de ir interiorizando em forma inconsciente, o segundo plano cabalístico. Sente-se novamente no centro de sua habitação. Agora você imagina que é Hesed, a sefirah N° 4. Em verdade você é tal qual uma árvore, neste caso a Árvore da Vida, que extrai seu corpo do alimento que o ar lhe brinda. Aspira, pois, do plano dos Princípios Eternos, seu nutriente vital, e conforma com ele seu próprio corpo, ou seja, o de Hesed. Quando exala sua energia, passa a Gueburah, conformando-o. Logo você mesmo é Gueburah, que inala a força de Hesed, a retém e a expele para Tifereth, dando-lhe existência dessa maneira. Agora você é Tifereth, a síntese de toda a luz incriada da Árvore da Vida e conjuga toda a possibilidade da manifestação Você e a fumaça vermelha esplendente são uma mesma e única coisa. Ao inalar a energia sucessiva do plano ou mundo de Atsiluth, você concentra toda a energia do plano da Criação arquetípica, o que tem de sustentar a ordem em que se produzem as formas invisíveis.


Exercício de Respiração - VIII

Como nas duas lições anteriores, referentes aos exercícios respiratórios do plano ou mundo de Atsiluth e do de Beriyah, respectivamente, começamos tomando os cuidados convenientes para nossa prática. Agora tomemos nosso alento diretamente da fonte da luz e do calor: Tifereth, o Sol. Este, por sua vez a toma do espaço infinito e a emana diretamente para nós. Agora estamos localizados em Netsah, a sefirah N° 7, e aspiramos essa energia que nos inunda e se faz evidente na zona baixa de nosso plexo solar. Começamos a expirá-la suavemente para Hod, a sefirah N° 8, percebendo que o vermelho brilhante se faz mais intenso, bem como a sensação de “corporalidade” em todo o exercício. Retemos toda essa força e a exalamos para Yesod, a sefirah N° 9, e notamos como desce e se vai coagulando, até ficar estática, sinal de que a transmissão se efetuou. A copa ficou prenhe de frutos, e a receptividade de Yesod passa agora a cumprir um papel generativo e fecundador. Expelimos então nosso alento para o plano ou mundo de Asiyah, para a Concreção material, fruto e manifestação sensível das emanações, e efetivização das energias de toda a Árvore da Vida cabalística.

Exercicios de respiração, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 foram retirados do blog www.deldebbio.com.br
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