Este post, fiz tempos atrás para um grupo de estudo, e descobri muita coisa através dele. Gostaria de obter respostas de estudantes da Arte da Espada, estudantes de Myiamoto Kensei e filosofia Zen, e saber com isso se até onde escrevi isso tudo tem algo de aproveitável, se não tiver pelo menos apreciem a leitura.
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SE É A MERA CURIOSIDADE QUE AQUI TE CONDUZ, DESISTE E VOLTA; SE PERSISTIRES EM CONHECER O MISTÉRIO DA EXISTÊNCIA, FAZ O TEU TESTAMENTO E DESPEDE-TE DO MUNDO DOS VIVOS.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
terça-feira, 24 de agosto de 2010
A Montanha e Musashi Kensei
A montanha, junto com a pedra (forma reduzida desta) e a árvore, com que se encontra associada, é um símbolo natural do “Eixo do Mundo”. Por ser na realidade uma elevação ou protuberância da terra, a estrutura imaginal do homem sagrado vê na montanha um símbolo da sua própria natureza, que aspira verticalmente para o superior ou celeste.
Estive metido em minhas leituras, e no meu mangá - até agora - favorito, notei uma coisa que o autor colocou. E, digo, sempre é bom reler várias vezes livros e tudo mais, com o passar do tempo você pode enxergar muito mais coisa... Pois bem, na história contada em Vagabond, o personagem principal Myiamoto Musahi, enfrenta um duelo intelectual, espiritual, uma batalha de KI, entre ele mesmo, seu ego, sua voz interior, e a presença gigantesca de Yagyu Sekishusai, um mestre na arte da espada, o qual Myiamoto esperava derrotá-lo e assim conseguir se tornar forte e reconhecido.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
BESOURO - Da capoeira, nasce um herói.
Esse é um Filme que estou ancioso para ver, mostrando a visão fantástica que o homem branco tinha dos negros e suas 'danças'. A leveza e a ginga dos negros em rodas de capoeira eram coisas fora do comum para o homem branco que não tinha coisa alguma parecida em sua cultura ou no dia a dia até os negros trazerem isso com eles de sua terra natal.

Besouro
Besouro é um capoeirista de talento. Depois da morte de seu mestre pelos capangas do Coronel, percebe que seus dons devem ser usados para proteger seu povo, que está acuado e oprimido. Com a influência do espírito de seu mestre, ele se harmoniza com os orixás e com a natureza e vai descobrindo seus poderes mágicos, que o transformam em heroi de seu povo.
Exu
O "abridor de caminhos" é o primeiro orixá que aparece para Besouro, no início do seu processo de auto-descoberta. É Exu quem instiga Besouro, quem o provoca, que o faz ver a importância de seus atos
História do Filme
Quando Manoel Henrique Pereira nasceu, não havia nem dez anos que o Brasil tinha sido o último país do mundo a libertar seus escravos.
Naqueles tempos pós-abolição nossos negros continuavam tão alijados da sociedade que muitos deles ainda se questionavam se a liberdade tinha sido, de fato, um bom negócio. Afinal, antes de 1888 eles não eram cidadãos, mas tinham comida e casa para morar. Após a abolição, criou-se um imenso contingente de brasileiros livres, porém desempregados e sem-teto. A maioria sem preparo para trabalhar em outros serviços além daqueles mesmos que já realizavam na época da escravatura. E quase todos ainda sem a plena consciência de sua cidadania. O resultado desse quadro, principalmente nas regiões rurais, onde estavam os engenhos de açúcar e plantações de café, foi o surgimento de um grande contingente de negros libertos que continuavam, mesmo anos após a abolição, submetendo-se aos abusos e desmandos perpetrados por fazendeiros e senhores de engenho.
Assim era sociedade rural brasileira de 1897, ano em que Manoel Henrique Pereira, filho dos ex-escravos João Grosso e Maria Haifa, nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
Vinte anos depois, Manoel já era muito mais conhecido na cidade como Besouro Mangangá - ou Besouro Cordão de Ouro -, um jovem forte e corajoso, que não sabia ler nem escrever, mas que jogava capoeira como ninguém e não levava desaforo para casa. Como quase todos os negros de Santo Amaro na época, vivia em função das fazendas da região, trabalhando na roça de cana dos engenhos. Mas, ao contrário da maioria, ele não tinha medo dos patrões. E foram justamente os atritos com seus empregadores - e posteriormente com a polícia - que deixaram Besouro conhecido e começaram a escrever a sua imortalidade na cultura negra brasileira.
Há poucos registros oficiais sobre sua trajetória, mas é de se supor que a postura pouco subserviente do capoeirista tenha sido interpretada pelas autoridades da época como uma verdadeira subversão. Não por acaso, constam nas histórias sobre ele episódios de brigas grandiosas com a polícia, nas quais ele sempre se saía melhor, mesmo quando enfrentava as balas de peito aberto. Relatos de fugas espetaculares, muitas vezes inexplicáveis, deram origem a seu principal apelido: Mangangá é uma denominação regional para um tipo de besouro que produz uma dolorosa ferroada. O capoeirista era, portanto, "aquele que batia e depois sumia". E sumia como? Voando, diziam as pessoas...
Histórias como essas, verdadeiras ou não, foram aos poucos construindo a fama de Besouro. Que se tornou um mito - e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil - nos anos que se sucederam à sua morte.
Morte que ocorreu, também, num episódio cercado de controvérsias. Sabe-se que ele foi esfaqueado, após uma briga com empregados de uma fazenda. Registros policiais de Santo Amaro indicam que ele foi vítima de uma emboscada preparada pelo filho de um fazendeiro, de quem era desafeto. Já a lenda reza que Besouro só morreu porque foi atingido por uma faca de ticum, madeira nobre e dura, tida no universo das religiões afro-brasileiras como a única capaz de matar um homem de "corpo fechado".
E Besouro, o mito, certamente era um desses.

Besouro
Besouro é um capoeirista de talento. Depois da morte de seu mestre pelos capangas do Coronel, percebe que seus dons devem ser usados para proteger seu povo, que está acuado e oprimido. Com a influência do espírito de seu mestre, ele se harmoniza com os orixás e com a natureza e vai descobrindo seus poderes mágicos, que o transformam em heroi de seu povo.
Exu

O "abridor de caminhos" é o primeiro orixá que aparece para Besouro, no início do seu processo de auto-descoberta. É Exu quem instiga Besouro, quem o provoca, que o faz ver a importância de seus atos
História do Filme
Quando Manoel Henrique Pereira nasceu, não havia nem dez anos que o Brasil tinha sido o último país do mundo a libertar seus escravos.
Naqueles tempos pós-abolição nossos negros continuavam tão alijados da sociedade que muitos deles ainda se questionavam se a liberdade tinha sido, de fato, um bom negócio. Afinal, antes de 1888 eles não eram cidadãos, mas tinham comida e casa para morar. Após a abolição, criou-se um imenso contingente de brasileiros livres, porém desempregados e sem-teto. A maioria sem preparo para trabalhar em outros serviços além daqueles mesmos que já realizavam na época da escravatura. E quase todos ainda sem a plena consciência de sua cidadania. O resultado desse quadro, principalmente nas regiões rurais, onde estavam os engenhos de açúcar e plantações de café, foi o surgimento de um grande contingente de negros libertos que continuavam, mesmo anos após a abolição, submetendo-se aos abusos e desmandos perpetrados por fazendeiros e senhores de engenho.
Assim era sociedade rural brasileira de 1897, ano em que Manoel Henrique Pereira, filho dos ex-escravos João Grosso e Maria Haifa, nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
Vinte anos depois, Manoel já era muito mais conhecido na cidade como Besouro Mangangá - ou Besouro Cordão de Ouro -, um jovem forte e corajoso, que não sabia ler nem escrever, mas que jogava capoeira como ninguém e não levava desaforo para casa. Como quase todos os negros de Santo Amaro na época, vivia em função das fazendas da região, trabalhando na roça de cana dos engenhos. Mas, ao contrário da maioria, ele não tinha medo dos patrões. E foram justamente os atritos com seus empregadores - e posteriormente com a polícia - que deixaram Besouro conhecido e começaram a escrever a sua imortalidade na cultura negra brasileira.
Há poucos registros oficiais sobre sua trajetória, mas é de se supor que a postura pouco subserviente do capoeirista tenha sido interpretada pelas autoridades da época como uma verdadeira subversão. Não por acaso, constam nas histórias sobre ele episódios de brigas grandiosas com a polícia, nas quais ele sempre se saía melhor, mesmo quando enfrentava as balas de peito aberto. Relatos de fugas espetaculares, muitas vezes inexplicáveis, deram origem a seu principal apelido: Mangangá é uma denominação regional para um tipo de besouro que produz uma dolorosa ferroada. O capoeirista era, portanto, "aquele que batia e depois sumia". E sumia como? Voando, diziam as pessoas...
Histórias como essas, verdadeiras ou não, foram aos poucos construindo a fama de Besouro. Que se tornou um mito - e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil - nos anos que se sucederam à sua morte.
Morte que ocorreu, também, num episódio cercado de controvérsias. Sabe-se que ele foi esfaqueado, após uma briga com empregados de uma fazenda. Registros policiais de Santo Amaro indicam que ele foi vítima de uma emboscada preparada pelo filho de um fazendeiro, de quem era desafeto. Já a lenda reza que Besouro só morreu porque foi atingido por uma faca de ticum, madeira nobre e dura, tida no universo das religiões afro-brasileiras como a única capaz de matar um homem de "corpo fechado".
E Besouro, o mito, certamente era um desses.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Aikidô e a Maçonaria

Aikido e Maçonaria?
Antes...sou fã da arte marcial que chama AIKIDÔ, desde que fui apresentado pratico hoje mais a parte filosofica já que não consegui achar um dojo com praticantes em Rio Branco (mas breve isso irá mudar - o universo sempre conspira a nosso favor). As Artes Marciais são Marciais, mas também Artes. Internas, mas externas. Como todo o grande, as Artes Marciais são paradóxicas e sua adequada compreensão e prática implicam nosso ser total: mente, emoção e corpo, num trabalho transformador e evolutivo que atende a pessoa de um modo completo e não apenas parcial. Resumindo é rox.
Agora o texto original do Frater Mauro Salgueiro, o qual já tive o prazer de prolongar essa conversa sobre aikido e maçonaria.
Vocês devem estar curiosos com o título, não é?
Explico, os dois andam muito ligados, e com certeza no Instituto Takemussu onde treino e ensino. Ambos tem por princípio o auto conhecimento e são caminhos que levam a Deus (nós chamamos na maçonaria de Grande Arquiteto do Universo), prezam a tolerância e a ética. No Instituto e na minha loja mãe, Estrela do Rio Comprido, praticamos os verdadeiros mandamentos de ambas. Preciso, no entanto esclarecer que embora há maçons praticando o Aikido, isto não significa que exista uma relação direta institucional ou associativa, entre a maçonaria e o Instituto Takemussu. Cada professor e praticante é livre para seguir a religião ou caminho que quiser, desde que no dojo respeite as normas e rituais vigentes estabelecidas. Fundamentalistas não se adaptam no Instituto Takemussu, é preciso se ter mentalidade aberta e aprender a se adaptar em todas as situações. Adaptação, Mobilidade, "jogo de cintura", flexibilidade é a palavra chave para os aluno do Instituto.

Na verdade, o Instituto Takemussu tem como proposta os praticantes atingirem o Takemussu Aiki e compreenderem o Shobu Aiki (A sabedoria do Aikido). Como a busca da sabedoria faz parte de todas as filosofias e caminhos tradicionais, como a maçonaria então existe identidade entre todos eles e o que é divulgado no Instituto. O Shihan Wagner Bull fundador do Instituto em 1986 decidiu criar um local para se estudar esoterismo, religião, filosofia, se cultivar a saúde tendo por ferramenta a arte marcial do Aikido, e como propósito final buscar a "ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL", ou seja, a percepção de como funcionam as leis universais e fazer com que o praticante do AIkido entre em ressonância com elas. E isto, ressalto é feito através da constante insistência em se praticar a arte do AIkido de forma marcial, onde os membros têm que realmente serem capazes de aprender a se defender de ataques vigorosos e com intenção de "machucar". È claro, que quando alguém se contunde nos treinos do Instituto isto é visto com algo vergonhoso, e um acidente para o instrutor e para quem o fez. O Sensei insiste sempre que se deve cuidar do corpo de nosso companheiro que nos foi emprestado para que pudéssemos treinar.

Decidi escrever esse texto como forma de agradecimento as duas fontes de minha inspiração. Os meus dois pilares, que junto com minha família – formam a tríplice argamassa que me sustentam.
Tanto no Instituto como na maçonaria nada é secreto. Apenas nos são passados ensinamentos que são frutos de muitas pesquisas e são passados para os que merecem. Embora o Sensei ensine o aspecto geral, e mostre as técnicas, certos detalhes passam desapercebidos e é aí que recebem a transmissão apenas àqueles praticantes, leais, honestos, de puro coração e que ao longo do tempo mostram ao Sensei que são sinceros e não fruto de astúcia para se obter vantagens materiais.
Como no Instituto, se estamos filiados, é porque passamos por provas e temos a confiança de nosso Sensei...nada é eterno, pois às vezes sofremos em ambas instituições com maus “irmãos”.Mas vamos sempre aprendendo a separar o joio do trigo. Ao longo do tempo, e das provações, vai havendo uma purificação e vão sendo promovidos para os graus mais elevados aqueles que na prática demonstram efetivamente valor, e identificação com "kannagara” (o mundo espiritual). Não existem promoções do Instituto Takemussu baseadas em política, ou vantagens materiais. Ou a pessoa merece ou não é graduado para um grau superior. E neste aspecto, a parte técnica tem que ir junto com a espiritual salvo raríssimas exceções no caso de idade avançada ou grande limitação física impossível de ser superada pelo esforço.
Buscamos a perfeição o tempo todo: sermos exemplos de homens, a iluminação-o aperfeiçoamento através do shuggyo.
Como agradecimento por poder fazer parte de ambas organizações, em todos os finais de ano, doamos alimentos para os necessitados.Este ano juntamos as duas forças-maçonaria e o Yamato Dojo – para arrecadarmos alimentos para os mais necessitados.
Doamos para várias famílias que necessitavam de mais atenção.Seres humanos como nós, privados de certas mordomias que devemos sempre agradecer.
Rogo a Deus, nosso grande arquiteto, que abençoe e lhes provenham com tudo de melhor possível.
Fiquem com Deus...
Deixo abaixo minhas duas assinaturas, fruto de trabalho árduo, perseverança, gratidão e muita fé.
Mauro Salgueiro:.
Yamato Dojo - dojocho
Instituto Takemussu Rio de Janerio
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