| Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. |
| Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. | Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo. E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão. Mateus Cap. 10, 32-36 No mundo profano, tem-se o costume de considerar a espada como uma tradição essencialmente guerreira e portanto, motivo de temor. Não se pode contestar que existe um aspecto guerreiro neste símbolo; porém, seu sentido esotérico transcende seu caráter de violência e é encontrado em várias Ordens e crenças religiosas, tais como no Islamismo, Cristianismo, bem como na maior parte das demais tradições. A própria tradição Hindu, que não poderíamos chamar de essencialmente guerreira, possui também esse símbolo, como cita-nos o Bhagavad-Gita. Segundo a Doutrina Islâmica, no domínio social, o uso da espada na guerra, é válida enquanto dirigida contra aqueles que perturbam a ordem e unicamente, com o objetivo de reconduzi-los a essa ordem. |
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SE É A MERA CURIOSIDADE QUE AQUI TE CONDUZ, DESISTE E VOLTA; SE PERSISTIRES EM CONHECER O MISTÉRIO DA EXISTÊNCIA, FAZ O TEU TESTAMENTO E DESPEDE-TE DO MUNDO DOS VIVOS.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
A Espada
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Avalon e seus mistérios final
Eu era rainha e perdi a minha coroa,
Mulher e quebrei os meus votos;
Amante e arruinei quem amava:
Não há maior massacre.
Há poucos meses atrás eu era rainha,
E as mães mostravam-me os seus bebês
Quando eu chegava de Camelot a cavalo.
Mulher e quebrei os meus votos;
Amante e arruinei quem amava:
Não há maior massacre.
Há poucos meses atrás eu era rainha,
E as mães mostravam-me os seus bebês
Quando eu chegava de Camelot a cavalo.
*Guinevere de Sara Teasdale
Como a quarta parte deste pequeno estudo sobre as lendas esotéricas do Rei Arthur, comentaremos sobre o elemento TERRA,representado nas lendas arthurianas por Camelot e pela Távola Redonda.
Para quem chegou agora no blog, recomendo que leiam antes os textos a respeito dos outros elementos: FOGO, ÁGUA e AR.
Desde os mais remotos períodos, o Elemento Terra está associado aos rituais de fertilidade e prosperidade. No Egito e na Babilônia, era a partir da uva e do trigo que se realizavam os rituais de plantação, chegando até a consagração final do ritual de prosperidade do pão e do vinho, que eram repartidos entre os companheiros (esta palavra vem de “Companionem”, ou aqueles que dividem o pão). Jesus, como sacerdote essênio, realizou este mesmo ritual no Pessach, que ficou conhecido pela posteridade como a “Santa Ceia”.
Apesar de hoje ele ser sempre lembrado como cristão, a origem deste ritual é babilônica. Dos ritos Osirianos até os essênios, a tradição do pão e do vinho dividido entre os sacerdotes pode ser encontrada ao final das grandes celebrações. E com Yeshua e seus apóstolos não seria diferente.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Ultimo Samurai

Por ironia do destino, falei algumas coisas ruins a respeito desse filme. Antes mesmo de assisti-lo, mas, depois, assiti, assiti novamente e repetitivamente várias vezes. Gosto muito do filme, do modo como um ser humano mesmo sendo tratado como inimigo, vendo ser desejado e desejando a morte de sua própria pessoa, consegue se reerguer, se auto descobrir e descobrir Deus. Descobrir a união com o Todo.
O embate que segue entre o que seria dois inimigos (figura) é uma cena que fico maravilhado. Superação.
HAI!!!
VÁ TREINAR
Em todos os campos você precisa de conhecimento teórico e prático. TODOS
Por isso... VÁ TREINAR
Por isso... VÁ TREINAR
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Ikebana
Ikebana é uma arte floral que originou na Índia onde os arranjos eram destinados a Buda, e personalizada na cultura nipônica, pela qual é mais conhecida. Em contraste com a forma decorativa de arranjos florais que prevalece nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor.
Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo. A arte foi desenvolvida de modo a incluir o vaso, caules, folhas e ramos, além das flores. A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três pontos principais que simbolizam o céu, a terra e a humanidade, embora outras estruturas sejam adaptadas em função do estilo e da Escola.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.







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Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo. A arte foi desenvolvida de modo a incluir o vaso, caules, folhas e ramos, além das flores. A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três pontos principais que simbolizam o céu, a terra e a humanidade, embora outras estruturas sejam adaptadas em função do estilo e da Escola.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.






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Musashi Art



















Mestre Jorge Kishikawa - do Instituto Niten - Brasil
Sempre vemos que em todas as culturas, países, cidades, grupos, os custumes antigos estão se perdendo, sumindo a cada dia. Gosto muito da minha cultura, indigína, gosto da cultura cabocla, negra, japonesa, egipcia, grega... gosto de tudo... gosto muito do antigo.
Já vi em reportagens, onde comentam que os jovens de hoje já não se interessam mais pelos hábitos praticados por nossos pais ou avós. Eu acredito que tudo se renova, as culturas e hábitos são renovados mas o espírito é o mesmo. Fazer como era feito antigamente... bem isso não acredito que seja perpetuado em tudo ou em todas as culturas. Faz parte do ciclo, renovação. Mesmo passando um segredo de familia, um estilo, um conhecimento arcano, uma receita... a cada nova pessoa detentora desse conhecimento vai colocar ali uma pitada de seu próprio estilo, dando assim uma nova roupagem.
Mas, eu particularmente gosto muito de tudo antigo, rústico, arcaico, mas com uma pitada suave do novo. Ritos iniciáticos, comida, preparos, casas, historia, pinturas, desenhos, livros... tem um detalhe muito forte...eram feitos para durar, tinham o amor por quem fazia, hoje vivemos em um mundo descartável.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Miyamoto Kensei e a Natureza

A harmonia com o todo é obrigatório, pelo menos necessário para uma verdadeira visão de nós mesmos. Somos ensinados desde cedo que fazemos parte de um ciclo. Um ciclo sem fim, uma morte agora e um retorno ao começo, uma roda que não cessa de girar sempre renovando as coisas e pessoas. Estamos ligados diretamente a natureza e ela a nós.
Fazemos parte da mesma sintonia ou vibração. Sentir isso nos possibilita ver além do que os olhos nos mostram. É ter consciência verdadeira de nossa existência física e saber que esse corpo é apenas uma casca a ser usada. Nossa alma e espírito são ilimitadamente infinitos, mas precisamos saber usar o que temos a nossa volta de forma harmoniosa. Miyamoto era primoroso com a natureza porque ela foi sua mestre.
Ela traçou e guiou ele pelo Caminho (Dô) de forma que ele só precisava enxergar o verdadeiro Eu dentro dele. Algo que Kojiro já sempre teve acesso, o Eu interior dele nunca foi pertubado (isso se tratando do mangá)


Quando nos damos conta da importância da natureza, das coisas, das pessoas, do vento, da água, enxergamos o invisível ou o que era invisível para nós. Na meditação profunda você tem acesso a isso também, seus traços, o seu andar pelo mundo, suas palavras, suas ações pesam de forma tão grandiosa que cada suspiro seu afeta o mundo.

Talvez por isso tenham escrito que o bater das asas de uma borboleta do outro lado do mundo possa criar um furacão do lado de cá.
Certa vez conversando com minha esposa, ela falou:
- Quando nos afastamos da cidade, vamos para uma chácara ou até uma casa afastada apenas do limite urbano, já sentimos a energia, uma força grande, algo novo (ou antigo) que nos conecta novamente a tudo.
Você escutando o canto dos pássaros, o vento soprando nas copas das árvores, as folhas caindo lentamente ao soprar do vento, os raios do sol perfurando as folhagens densas das árvores e penetrando nas sombras para tocar o chão, onde sementes esperam sentir o calor da vida e assim romper sua primeira barreira, a terra. Sentindo assim o ar fresco e esperando tocar o céu azul bem no alto. Nosso caminho é esse para o alto, sempre crescendo. Libertar nossa mente de coisas pequenas dessa existência material, egoísmo, racismo, pré-conceito, raiva, ódio, inveja, orgulho, ciume.

- Quando nos afastamos da cidade, vamos para uma chácara ou até uma casa afastada apenas do limite urbano, já sentimos a energia, uma força grande, algo novo (ou antigo) que nos conecta novamente a tudo.
Você escutando o canto dos pássaros, o vento soprando nas copas das árvores, as folhas caindo lentamente ao soprar do vento, os raios do sol perfurando as folhagens densas das árvores e penetrando nas sombras para tocar o chão, onde sementes esperam sentir o calor da vida e assim romper sua primeira barreira, a terra. Sentindo assim o ar fresco e esperando tocar o céu azul bem no alto. Nosso caminho é esse para o alto, sempre crescendo. Libertar nossa mente de coisas pequenas dessa existência material, egoísmo, racismo, pré-conceito, raiva, ódio, inveja, orgulho, ciume.

Saber a verdade, Querer o bem, Amar o belo e Fazer o que é Justo.
Porque a verdade, o bem, o belo e o justo são inseparaveis, de tal forma que aquele que sabe a verdade não pode deixar de querer o bem, amá-lo porque é belo e fazê-lo porque é justo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Samurai Musashi Kensei
Adoro mangá!Simplismente me delicío com a leitura do mangá VAGABOND. O traço, movimentos, personagens, expressões e ações me conduzem ao universo feudal japonês. A conduta, a moral, a disciplina, a tradição... a Honra e o Respeito.
A leitura desse universo faz com que minha alma ferva e ao mesmo tempo fique calma. O andar de um rapaz egocentrico, indisciplinado, arrogante se tornando leve e suave como o vento, ereto como uma árvore, firme como rochas e forte como ninguém jamais foi, isso é fascinante.
Miyamoto Musashi
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Muitas situações realmente me fascinaram a tal ponto que fiquei dias, semanas, meses pensando a respeito. E acabo sempre voltando a pensar novamente.
Ex: Quando miyamoto recebe uma flor que vem do palácio de um susserano ao qual ele pretende desafiá-lo. Ao pegar a flor ele nota algo um tanto incomum, a flor mesmo cortada pelo caule continua viva, o corte foi perfeito, o espírito da pessoa que a cortou, estava em uma harmonia tão grande com O Todo, com a Natureza que não afetou a flor. Isso cativo-o e deixou mais feliz e com motivação maior para entrar no palácio e conseguir esse desafio. Depois de um certo tempo, conseguiu uma autorização para entrar no palácio como visitante, mas só iria ver os discípulos mais graduados do susserano.
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Conversando com eles, notou que nenhum deles tinha observado a diferença do corte do susserano e do próprio musashi, que fez com o intuito de descobrir se conseguiria algo parecido e em que nível estava.

Outro caso, depois de um ano de peregrinação pelo Japão, Miyamoto volta a Kioto para cumprir o compromisso de um desafio feito a ele. Ele iria desafiar Densischiro Kempô, irmão mais novo do sucessor da academia kempô de esgrima. Só que uma noite antes de entrar na cidade, o irmão mais velho - Seijuro - armou uma emboscada com o intuito de matar musashi covardemente, assim, não seria preciso um embate.
seijuro em sua emboscada para musashi

Mesmo assim, depois de uma longa luta Musashi derrotou o irmão mais velho. Passado uma semana, Musashi se recuperou e foi encontrar o irmão mais novo para o desafio combinado.
Mas antes disso um discípulo de Seijuro, veio tomar as dores do mestre morto. Miyamoto com apenas um golpe o matou.
Discípulo morto por Musashi

Mesmo mostrando e contando brevemente o que ocorreu, não tem como descrever com tanto gosto e maestria como é lido no mangá ou até mesmo no livro que deu origem ao mangá.
Existem muito outros contos dentro do mangá que me deixam embriagado com tanta beleza. Tem que ler toda a história para sentir o crescimento espiritual dos personagens. Como a do própio Miyamoto Musashi que de um bruto e arrogante conseguiu crescer de forma surpreendente e de Sasaki Kojiro, garoto orfão que conhece seu mestre interior e adquire um mestre que o cria e ensina a arte da espada, seu domínio da katana era tão grande que só de olhar para uma pessoa, ele saberia se seria um combate a altura ou não. Se essa pessoa não estivesse a altura de um combate ele recusava o desafio e ia embora. Esse personagem viria a se tornar mais tarde o maior oponente de Miyamoto Musashi - e Sasaki era surdo mudo.

Despertei

Despertei
Muitos me perguntam por que "abandonei" o kendo* e comecei o kenjutsu*.
Não "abandonei" o kendo. Bem como pratico e ensino também a todos os alunos do Niten. Todos passam pelo aprendizado de kendo e depois se aprofundam em técnicas de kenjutsu.
É por isto que vou te contar um episódio interessante:
Devia ter seus 60 anos, média estatura e de porte magro. Parecia um daqueles do filme Os 7 Samurais. O mais magrinho e que falava pouco no filme, não me lembro do nome...
Bem, já fui disparando o meu golpe, indefensável naquela época, o men* veloz como um desses saques de tênis que o adversário não consegue rebater. Também os tsuki* como uma flecha. E nada. Não acertei. Tentei mais uma, duas, parti para outras técnicas e nada. E eu não conseguia "pegar" ele. De jeito nenhum .Nem com uma, nem com duas espadas. O estilo dele era bem diferente em comparação ao que eu já havia conhecido até então. Ele andava. Não ficava só com o pé direito a frente.

A ponta de sua espada não estava voltada para o meu rosto. Estava desviada para o meu lado esquerdo, com a lâmina à vista.
Não levantava os braços frontalmente para se golpear o men, diferente do que se prega no kendo.
Sua atenção não estava focada na estética, na boa postura. Mas no combate.
Enfim, em inúmeros aspectos, era diferente.
Golpeava-me a toda hora em todos os pontos. Se defendia aqui, me acertava ali. Quando eu achava que iria acertar, me devolvia com um contragolpe que eu nunca tinha visto. Foi demais!
Realmente, foi um dos dias que me dei por vencido.
Fiquei sabendo mais tarde, que os jurados não favoreciam a sua aprovação no exame de graduação ao 8° dan de kendo, pela sua forma "diferente" de lutar.
É, e refletindo bem, entendi que ele não treinava para ser aprovado em exames e nem colecionar títulos.
Estou falando nada menos de um sokê* de Kobudô*.
Ele treinava para vencer.
Despertei.

*kendo= esporte que derivou-se do kenjutsu no século passado
*kenjutsu= arte samurai que tem suas origens desde a era Kamakura
(aproximadamente nos anos 1280) até os dias de hoje e que originou o kendo.
*men= crânio
*tsuki= estocada sobre a garganta
*soke= grão mestre e representante de um estilo, passado através das gerações
*kobudo; ko=antigo; bu=samurai; do=caminho, arte
retirado do site NITEN
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