SE É A MERA CURIOSIDADE QUE AQUI TE CONDUZ, DESISTE E VOLTA; SE PERSISTIRES EM CONHECER O MISTÉRIO DA EXISTÊNCIA, FAZ O TEU TESTAMENTO E DESPEDE-TE DO MUNDO DOS VIVOS.
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As 7 Grandes Regras de Paracelso para o Desenvolvimento Espiritual


Retirado do blog  O Despertar
“Se durante alguns meses se observarem rigorosamente as prescrições que se dão a seguir,verás operar na tua vida uma MUDANÇA TÃO FAVORÁVEL, que jamais as abandonarás.
Mas, leitor irmão, para que obtenhas o êxito desejado, é necessário, isso sim que adaptes a tua vida à estrita observação destas regras. São simples e fáceis de seguir, mas é preciso segui-las com perseverança muito firme. Não achas que a felicidade vale bem algum esforço? Se não és capaz de seguir estas regras tão fáceis, com que direito te podes queixar dos teus fracassos? Que custaria fazer uma experiência? São regras ensinadas pelas mais Antigas Sabedorias e existe nelas mais TRANSCENDÊNCIA do que a sua simplicidade te leva a supor.
I
A primeira é melhorar a saúde. Para isso deve-se respirar, com a maior frequência possível profunda e ritmicamente, enchendo bem os pulmões; ar livre ou assomando-se a uma janela. Beber diariamente, em pequenos sorvos, dois litros de água, comer muitas frutas; mastigar os alimentos do modo mais perfeito possível, evitar álcool, o tabaco e os medicamentos, excepto se por um motivo grave esteja submetido a algum tratamento.
TOMAR BANHO DIARIAMENTE É UM HÁBITO QUE DEVES À TUA PRÓPRIA DIGNIDADE.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A Apoteose Humana


Bem acima do chão da Rotunda do Capitólio, Robert Langdon avançava com nervosismo pela passarela circular situada logo abaixo do teto da cúpula. Ele espiou hesitante por sobre o parapeito, tonto por causa da altura. (…)
Agora, de onde Langdon estava, o Arquiteto do Capitólio não passava de um minúsculo pontinho, movendo-se com passos firmes 55 metros abaixo e depois sumindo de vista. (…)
(…) e correu os olhos pelo imenso espaço vazio à sua frente até a outra ponta da galeria. Katherine tinha seguido adiante sem medo, aparentemente insensível à altura. Ela já havia cruzado metade da circunferência, admirando cada centímetro de A Apoteose de Washington, de Brumidi, que pairava acima de suas cabeças. Daquela perspectiva rara, os personagens de 4,5m de altura que enfeitavam os 433 metros quadrados do domo do Capitólio podiam ser vistos em um nível de detalhe surpreendente.

Um Experimento de Percepção para Explodir sua Cabeça

Assista esses dois vídeos primeiro, e após, leia o exercício. os vídeos irão funcionar como gatilho para algo dentro da mente de vocês, algo mais profundo que quase não usamos de forma direta.






Compartilho com você uma visão para ampliar nossa experiência além de eu e outro, tempo e espaço, dentro e fora. Para funcionar, é preciso que dedique 10 minutos e conduza sua percepção tomando os 22 itens abaixo como guia.
Estou fazendo isso junto com você, em primeira pessoa, mas escrevo em segunda pessoa para facilitar o entendimento, já que se eu descrevesse meu percurso mental em primeira pessoa você teria uma tendência a me observar de longe em vez de guiar sua própria mente para ver o que estou apontando.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os quatro acordos para uma vida melhor



1 - SEJA IMPECÁVEL EM SUAS PALAVRAS:

a) FALE com integridade;
b) DIGA apenas o que você sabe;
c) EVITE usar palavras para falar contra si mesmo ou para fofocar sobre os outros;
d) USE o poder das suas palavras na direção da verdade e do amor.

2 - NÃO TOME NADA COMO SENDO PESSOAL

a) NADA do que os outros fazem é por sua causa;
b) O que os outros DIZEM E FAZEM É UMA PROJEÇÃO de suas próprias realidades, de seus sonhos;
c) Quando você ESTÁ IMUNE as opiniões e ações dos outros, você NÃO se torna uma vítima da necessidade de sofrimento.

3 - NÃO FAÇA SUPOSIÇÕES

a) ENCONTRE a coragem para perguntar e expressar o que realmente quer;
b) COMUNIQUE-SE com os outros tão claramente quanto puder de modo a evitar falta de entendimento;
c) Com somente este acordo você pode transformar completamente sua vida.

4 - SEMPRE FAÇA O SEU MELHOR

a) O seu MELHOR sempre PODE MUDAR (ser melhor), momento após momento;
b) Em qualquer situação FAÇA o seu MELHOR e você irá EVITAR o sentimento de culpa, a autopunição e o arrependimento.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um Guia é só um guia


Há muitas constantes no que tange estudos, dedicação e todos os caminhos do meio ocultista: os Guias, mestres e professores (não obstante todas as palavras são sinonimos entre si).
Segundo o DicionárioWeb. Temos:
Mestre
Professor de grande saber e nomeada.
P. ext. O que é perito ou versado em qualquer ciência ou arte.
Oficial graduado de qualquer profissão: mestre pedreiro, mestre carpinteiro.
Comandante de pequena embarcação.
O que tem o terceiro grau na maçonaria.
Fig. Tudo aquilo que serve de ensino ou de que se pode tirar alguma lição: o tempo é um grande mestre.
Chefe ou iniciador de um movimento cultural.
No meio ocultista o inicio da jornada é constante para muitos, se não a grande maioria, onde se busca muito, se tem pouco e não há guias, não há linhas a se seguir e normalmente se seguem de periodos de grande desordem, onde se procura quem lhe dê uma base, alguém com experiência nos mistérios, mesmo que ainda não se saiba bem que mistérios procurar, pois a bibliografia é grande quando se tem uma noção, mesmo que parca, do que procurar.
É nesse primeiro momento que se vê a dedicação e o ímpeto inicial do pretenso estudante: se essa animação é curiosidade pura e simples ou um desejo do fundo da alma, algo que lhe chama para os caminhos secretos. Muitos ficam para trás, outros persistem.
Popular é a máxima de que quando o aprendiz está pronto o Mestre aparece, e mesmo tendo visto isso de perto, e ainda conhecendo quem condene ou critique a frase, realmente acontece, pois de muitos aspirantes à ordens iniciáticas, ou mesmo estudos paralelos ou solitários, pode-se pensar, querer, mas só encontram os caminhos quando estão preparados para isso. E logo já se vê a necessidade do preparo. Muitos que começam, talvez a grande maioria, querem saber tudo, acreditam que podem tudo, e ao longo da jornada percebem seu lugar perante o Universo. Aí entra a função do mestre.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sua Crença!



Depois de ler isso, feche seus olhos e escute bem fundo a voz que fala com você, bem além da sua. Uma voz poderosa, uns dizem ser Deus, outros o Anjo da Guarda, outros dizem ser você Divino, pode ser Tudo, pode ser Nada.

Quero que você pense até onde vai o poder de sua crença, até onde é realmente verdadeiro e real o que você usa no seu dia a dia, pelo que você luta.

Será que você tocará o céu, será que o inferno é tão quente e cheio de animais e demônios asquerosos que torturam almas condenadas para todo o infinito? Será que você abrirá seus olhos depois de fechá-los? Será que anjos escutam suas orações e levam a Deus? Será que forças da natureza são mais poderosas que você?  Será que Cristo Jesus, não era apenas um homem comum com mulher e filhos andando por terras em conflitos e tentando passar uma mensagem de Amor como a Lei mais poderosa da terra? Será que a sandália virada pode colocar em risco a vida de alguém?

Em que realmente você jamais questionaria se fosse colocado em jogo?
Se eu falasse que Cristo Jesus é negro, teve dois filhos e ao longo do tempo se separou de sua amada e morreu pregando o Amor entre todos e pudesse mostrar isso, você duvidaria, questionaria ou aceitaria a imagem de um jesus loiro de olhos azuis bem no norte da África. Mesmo sendo evangélico e não ''adorando'' imagens, a imagem mais fixa na cabeça de um ocidental é essa.

Se eu falasse que a deusa e seu marido cernudos não existem, mas sim você que imagina isso e molda o mundo? Que se você mesmo cometendo um assassinato terá a salvação agora mesmo.!

Você consegue ser você mesmo, consegue identificar o que é seu, o que é você pensando e crendo? Você consegue ler um texto, gostar e depois refazê-lo com suas próprias palavras, deixando assim sua marca e não seguindo uma outra pessoa?

Será que você tem controle pelo que realmente você crê ou tem outros controlando você e seu poder de crença?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Grau V ao Grau X - Introdução

Em algumas ocasiões, pessoas têm me pedido para escrever algum tipo de guia do estudante para “O Caminho do Adepto”, de Franz Bardon. Em cada vez que isso acontecia, eu respondia com algo como “Não consigo pensar em nada para acrescentar”. E, por anos, eu mantive essa opinião, mas as minhas experiências como participante num grupo de discussão online sobre os trabalhos de Bardon me levaram a reconsiderar esse sentimento. Dessa maneira, quando me pediram para reescrever o FAQ de Franz Bardon que aparece num site popular, consenti em escrever algumas coisas sobre os primeiros quatro Graus de CVA. Pouco eu sabia de imediato que eu encontraria todos os tipos de coisas para dizer! Viciado em palavras como sou, terminei escrevendo não menos que 37 páginas de comentários e perguntas a questões comumente perguntadas. Mesmo assim, centenas de páginas adicionais poderiam ser escritas.
Tornar coisas compreensíveis e apresentar conceitos de uma maneira que seja fácil para o leitor assimilar são a responsabilidade do escritor. Mas a responsabilidade do escritor para por aí – cabe ao leitor adquirir o entendimento. E é o leitor que não compreende o bastante o que o autor quer dizer que é responsável por tentar descobrir a resposta. Isso é, com certeza, a falha de uma coisa escrita – não existe chance para diálogo, nem colocar suas questões para o autor em busca de esclarecimento. Portanto, muitas coisas escritas permanecem incompreendidas por muitos, ou pelo menos parcialmente incompreendidas.
No caso dos livros de Franz Bardon, isso é fundamentado pelo fato de que, na medida em que ele os escreveu, se colocou na perspectiva do estudante que está envolvido verdadeiramente com o labor do material que ele descreve. Por exemplo, quando ele descreve os exercícios do Grau V em CVA, ele diz coisas que apenas um estudante que fez o trabalho dos exercícios dos Graus I, II, III e IV compreenderá. Dessa forma, o estudante que está no meio do Grau II, ou o estudante que está lendo CVA pela primeira vez e nem começou o trabalho, compreenderá o que Bardon escreveu sobre o Grau V menos completamente do que alguém que completou o trabalho do Grau IV.
Isso certamente aconteceu comigo e, na medida em que eu progredia pelos Graus, ficava repetidamente surpreso que eu tinha compreendido mal coisas na mera leitura do texto que agora faziam perfeito sentido porque eu tinha feito o trabalho que levava até aquele ponto no caminho. Foi dentro dessa atitude que eu encontrei uma razão para continuar meu comentário sobre CVA além do limite do Grau IV que eu tinha estabelecido anteriormente.
Eu firmemente creio que toda pessoa que progrediu em CVA até o início do Grau V não tem necessidade de conselhos externos. O estudante do Grau V terá dominado as técnicas mais rudimentares sobre as quais o restante do curso é construído. Ainda mais, o estudante terá aprendido a habilidade de descobrir as respostas por si mesmos e terão, por necessidade, aperfeiçoado essa habilidade a uma agudeza de navalha. A esse ponto, CVA se torna muito mais fácil para o estudante.
Essa fase, caracterizada pela habilidade do estudante de perguntar as suas questões internamente e procurar as respostas através de sua própria experimentação, é parte necessária do caminho da iniciação. Na medida em que você trilha o caminho da iniciação, a responsabilidade para o seu progresso cai mais e mais em suas próprias mãos. A curiosidade e a inventividade são aliadas importantes do estudante da magia e existem certas passagens nas quais elas são tudo que você tem à sua disposição para trabalhar.
Eu tentei encontrar um equilíbrio entre dar a esse fato o seu respeito devido e tentar o meu melhor para abster-me de dar incentivo a aqueles que desejam pular mais longe do que eles estão preparados. Meu compromisso foi fazer duas coisas em relação a CVA: primeiro, eu limitei meu comentário detalhado e sugestões práticas à seção de Teoria e exercícios dos Graus I até IV.
Segundo, escrevi um comentário sobre os Graus V até o X que esboça alguns dos pontos nos quais o modo de Bardon de escrever, do ponto de vista imediato do estudante, interfere com a compreensão do leitor despreparado. Não oferecerei meu conselho prático para esses Graus posteriores a não ser em correspondência pessoal ou conversação com estudantes praticantes desses Graus em particular. O mesmo é verdadeiro para os livros segundo e terceiro de Bardon, “A Prática da Evocação Mágica” e “A Chave para a Verdadeira Quabbalah”. Devo adicionar aqui que não espero ser perguntado sobre tais questões. Todas as pessoas que conheço que alcançaram esses estágios em sua iniciação não precisam pedir conselho de outra pessoa, e consequentemente eles não pedem.
Colocando toda a minha lógica interna de lado, me preocupo pelo fato de que aqueles que leem CVA ou aqueles que esperam ansiosamente pelos próximos Graus terão a ideia errada do que isso tudo realmente significa. Em muitos lugares de CVA, Bardon teve de usar metáforas que só podem ser compreendidas se você já souber o que foi a base para construir a metáfora, em primeiro lugar. É difícil para o leitor criar as conexões sutis entre o que é aprendido em um Grau e o que é, então, aplicado de uma maneira nova no próximo Grau.
Minha preocupação é especialmente aguda quando chega aos PEM e CVQ de Bardon. Muito frequentemente encontrei estudantes que pegam PEM e querem COMEÇAR com evocação enquanto ignoram totalmente o que Bardon diz (repetidamente) sobre tendo de se alcançar primeiro o fim do Grau VIII de CVA (ou o seu equivalente por outros meios) antes de começar o trabalho de PEM ou CVQ. É fácil pensar, da mera leitura desses dois livros, que é realmente possível ignorar os pré-requisitos ditos por Bardon, mas a realidade é uma coisa inteiramente diferente e a advertência de Bardon é completamente verdadeira. Esse tipo de incompreensão de PEM é, em minha opinião, devido a uma falta de experiência prévia na magia genuína e a consequente inabilidade de se verdadeiramente compreender o significado mais profundo do que está sendo dito. Isso é inevitavelmente natural e o que eu disse deve ser entendido apenas como uma declaração factual que deve ser tratada abertamente e não como uma crítica.
Por essa razão acima de todas as outras, tentarei, através de meu próprio comentário, ajudar o leitor a pelo menos se tornar consciente dos lugares nos quais essa é uma importante adição à sua compreensão do que o autor quis dizer mais profundamente. Se os meus comentários adicionam realmente à sua compreensão de CVA está fora de minhas mãos – tudo que posso prometer é que tentarei fazer o meu melhor.
Peço que, na medida em que você lê meus comentários, faça-o com esse pensamento em mente: o único professor verdadeiro é a experiência. Até se mil sábios gastassem um bilhão de palavras tentando explicar os Mistérios, você não compreenderia as suas totais implicações até que tenha penetrado o que espreita além do véu. Contudo, nunca deixe esse fato lhe dissuadir de fazer o seu máximo esforço para penetrar esse véu – “é apenas teia de aranha”, como diz o ditado. Quanto mais você penetrar, mais profundamente sua compreensão crescerá; e, quanto mais profunda a sua compreensão, mais profundamente nos Mistérios você penetrará. Mantenha as suas conclusões com mãos escorregadias de modo que você possa sempre ser capaz de renová-las. Sempre permaneça querendo aprofundar a sua compreensão – a principal barreira quanto a isso é nos segurarmos firme demais a nossas conclusões. Adote as suas próprias conclusões, não aquelas de outros. Isso é especialmente verdadeiro, considerando-se que tudo que posso oferecer a você aqui são as minhas próprias conclusões, e as suas podem ser muito diferentes das minhas. O melhor que eu espero é que ler algumas das minhas conclusões lhe inspirará a se questionar e expandir as suas próprias conclusões.

Grau IV

Instrução Mágica do Espírito

Com os exercícios dos Graus anteriores, você terá aprendido a como imaginar qualquer coisa, ser ou local, e a como concentrar seu corpo mental (consciência) em qualquer parte do seu corpo físico com facilidade. Agora, com o Grau IV, você aprenderá como transferir o seu corpo mental para qualquer objeto ou ser que você escolher.
Essa é uma parte muito delicada do treinamento mágico e o quão estritamente você adere ao seu código moral pessoal influenciará diretamente o seu grau de sucesso. Se a sua motivação é controlar outro ser, você falhará, com certeza, nesses exercícios. Entretanto, se a sua motivação for apenas aumentar a sua compreensão dos outros, você será bem-sucedido.
A transposição da sua consciência para outro objeto ou ser lhe fornecerá uma compaixão profunda pelas limitações e sofrimentos dos outros. A sua compreensão dos reinos mineral, vegetal, animal e humano irá florescer de um modo que nenhuma outra experiência pode igualar.
Existem quatro tipos ou estágios de transposição de consciência. [Num tópico anterior do fórum de discussão online, eu esbocei três tipos de transposição, mas eu acredito que esses quatro tipos dados aqui explicam melhor esse tópico do que os três tipos que eu descrevi anteriormente.] O primeiro estágio é aquele em que você experimenta as limitações físicas e as dimensões do objeto ou ser. Aqui, não há conexão às sensações, sentimentos e pensamentos do objeto ou ser, e a sua experiência é limitada às suas próprias sensações, sentimentos e pensamentos sobre o objeto da sua transposição. Esse é o tipo mais primitivo e superficial de transposição.
O segundo estágio é aquele no qual você sente as verdadeiras sensações que o objeto ou ser sente. Ainda assim, não há percepção de como o objeto ou ser sente-se emocionalmente ou como ele pensa. No máximo, nesse estágio, você é capaz de supor as emoções e pensamentos do outro, mas você não as experimenta diretamente.
No terceiro estágio de transposição, você experimenta todos os atributos do objeto ou ser para o qual você transplantou a sua consciência. Por exemplo, se você transpuser a sua consciência para um pássaro, você sentirá as sensações do vôo do pássaro, perceberá as respostas emocionais dele e conhecerá seus pensamentos. O mesmo se aplica a qualquer objeto (embora a maioria dos objetos inanimados não experimente emoção ou pensamento) ou a qualquer ser para o qual você transpõe a sua consciência. Nesse estágio, você é um observador do ser inteiro. Algo a se preocupar com esse tipo de transposição é a privacidade pessoal de qualquer ser para o qual você transpõe a sua consciência. No que diz respeito à transposição de sua consciência para outros humanos, você nunca deveria divulgar as emoções internas e pensamentos deles para outros, porque isso violaria a sua privacidade e negaria o direito deles de escolherem por si próprios qual parte de sua vida inteira eles querem externalizar ou compartilhar com outros. Pense por um momento como você se sentiria se alguém violasse a sua privacidade dessa maneira – aprenda assim a nunca causar esse tipo de dano para outros.

Grau III - Rawn Clark

O Grau III se inicia com uma discussão sobre os “quatro pilares do Templo” – Saber, Querer, Ousar e Calar. Frequentemente, esses termos são mal entendidos, ou até mesmo entendidos de forma incompleta, portanto eu adicionarei algumas palavras minhas àquelas escritas por Bardon a esse respeito.
Saber: Isso não significa apenas o ato de se estufar a mente com fatos e imagens. Somente isso não ajudará a ascensão mágica do estudante. Na verdade, o tipo de conhecimento que é importante ao mago aspirante é aquele ganhado pelo estudo combinado com a prática. Como qualquer estudante sério de Alquimia lhe informará, somente o estudo teórico não torna alguém um Alquimista. É apenas colocando em prática o que alguém aprendeu com o estudo que o verdadeiro conhecimento surge. Isso é o que leva à Compreensão e, com o tempo, à Sabedoria.
Querer: O Querer não se refere apenas ao poder da vontade mágica de se triunfar sobre todos os obstáculos, mas também à habilidade de se invocar a sensação de absoluta certeza de que a vontade é concreta. Isso é especialmente importante quando se usam afirmações e a imaginação plástica. O Querer aumenta com a prática – é algo que pode ser cultivado. Com uma forte vontade, muitas portas que permanecem fechadas à pessoa comum se abrem para o mago. Contudo, nunca a vontade do mago deveria ser algo violento que destroça uma barreira de modo inconsequente. O tipo de vontade que o mago possui é como a força inegável da água corrente – ela penetra obstáculos ao contorná-los, e não ao obliterá-los.
Ousar: Isso se refere a uma vontade corajosa de se enfrentar quaisquer obstáculos e encarar qualquer desafio que confronta o mago. Na origem da coragem se encontra a habilidade de se controlar o medo e ultrapassar os limites. Isso não significa que se deveria ignorar o medo, porque é uma parte natural e importante de nosso mecanismo de autopreservação. Tudo que Ousar significa é que, quando o medo surge, ele deveria ser tratado como um pedaço de informação de valor e, quando apropriado, ser ignorado. Exceto em situações de risco de morte verdadeiro, o mago não permite que o medo se torne uma barreira ao progresso. Esse aspecto do Ousar se manifesta ao estudante iniciante especialmente no que diz respeito ao trabalho de introspecção e automudança. Frequentemente, vemos coisas em nós mesmos que levam coragem para encarar e triunfar sobre. Uma boa meditação para se aumentar a coragem é se considerar exatamente quais as consequências de uma situação marcada pelo medo podem ser. Exceto por morte ou desmembramento, as consequências da maioria das situações são menores e são normalmente exageradas, por causa do próprio medo. Existem também outros métodos para se aumentar a coragem. Por exemplo, eu tenho um medo inato de altura, e, portanto, eu escolhi, por um curto tempo, me tornar um lavador de janelas. Isso requeria que eu subisse umas escadas bastante altas, mas, ao praticar a minha precaução, eu fui capaz de ir além do meu medo. Eu ainda tenho um medo inato de altura, mas agora eu sei que meu medo excede o perigo real e ele não mais me impede de eu testar meus limites.
Calar: Este é provavelmente o menos compreendido dos quatro pilares. Alguns tomam essa declaração como se significasse que absolutamente nenhuma palavra sobre magia ou a experiência de alguém com ela deveria ser proferida, mas isso não é o caso. Se fosse para ser assim, porque, por exemplo, Bardon teria escrito e ensinado como ele fez? Na sua origem, o Calar se dirige a duas preocupações: ao ego pessoal e à santidade das experiências mágicas. A parte do nosso ego humano que requer aprovação de outros deve ser contida pelos estudantes de magia. Aqui, silêncio sobre a natureza e a extensão das experiências mágicas e das habilidades é muito proveitosa. Se começamos a bradar sobre como todo-poderosos nós somos, alimentamos essa necessidade de ego e nos tornamos distraídos de nosso propósito superior. Ao mantermos nosso silêncio a esse respeito, evitamos inflar essa parte de nosso ego e fazemos com que seja muito mais fácil para nós mesmos a enfrentarmos. Também vale a nota de que experiências mágicas são de uma natureza muito íntima e pessoal. Sua intimidade é facilmente violada quando falamos sobre os detalhes dessas experiências com os outros. Tal violação sutilmente diminui a importância dessas experiências e faz um desserviço ao estudante. Particularmente, eu não tenho problema em discutir os rudimentos da magia, mas eu nunca falo sobre os detalhes íntimos de minhas experiências. Eu considero isso uma vantagem à minha própria ascensão e recomendo essa tática também para você. Essa forma de silêncio constrói uma carga muito poderosa de intimidade em suas experiências, a qual é inalcançável em quaisquer outras maneiras.

Grau II - por Rawn Clark

O Grau II se inicia com uma seção intitulada “Auto-sugestão ou o Mistério do Subconsciente”. Ela descreve uma técnica relativamente simples, na qual o aprendiz formula uma frase positiva sobre um aspecto de si mesmo que precisa de melhoras, e então procede, repetindo essa frase várias vezes, até que se torne enraizada na mente subconsciente.

Esta não é uma técnica isolada – não assegurará mudança permanente. Para realmente se criar uma mudança em si mesmo, a afirmação deve ser unida à ação direta. Isso é elaborado mais adiante, na seção “Instrução Mágica da Alma”.

Esta técnica é mais efetiva em se manter a alternativa positiva na frente da alternativa negativa na mente consciente de alguém. Ao implantar a afirmação positiva na mente subconsciente, ela naturalmente aparecerá cada vez que a característica negativa surja. Quando combinada com um comprometimento à ação direta, há uma enorme vantagem.

Na minha experiência, os melhores momentos para fazer esta repetição são imediatamente depois de acordar e pouco antes de dormir.

É muito importante que a afirmação seja feita no tempo presente e de maneira positiva. Por exemplo, “Eu vou parar de fumar” não é suficiente, porque é negativa e não está no tempo presente. Muito melhor seria “Eu sou um não-fumante saudável e feliz”. Evite frases que incluam a palavra “não”.

É nesta seção que Bardon introduz a idéia de se trabalhar com um cordão de contas (ou nós) para se manter controle do número de vezes que uma afirmação é repetida, ou para manter controle do número de interrupções ocorridas nos exercícios de concentração. Essa é uma ferramenta útil. Eu trabalho com um pedaço de fibra têxtil, na qual eu amarrei 40 nós simples. A cada repetição ou interrupção, eu simplesmente movo meu dedo para o próximo nó. Isso é vantajoso, porque me livra de ter de contar as repetições ou tomar consciência das interrupções. Dessa maneira, manter um controle não constitui, em si, uma interrupção, ou me distrai da tarefa sendo feita.

Iniciação ao Hermetismo - Grau I

Prefácio:

Na minha opinião, a coisa mais importante que diferencia o sistema de Bardon da maioria dos outros sistemas modernos de magia é que ele começa no começo. A natureza crucial desses passos iniciais, elementares, é frequentemente negligenciada por outros sistemas e isso não faz bem para o novato.

O sucesso verdadeiro com a magia é construído na base de coisas simples - quanto mais firme a base, mais alto o estudante será capaz de ascender. No Grau I, o estudante encontrará o básico do resto do curso: Meditação, Introspecção e Auto-Disciplina. Eu não posso enfatizar suficientemente o quão absolutamente essenciais essas três coisas são para a magia verdadeira.
Mental (Instrução Mágica do Espírito):

No Grau I, a 
Instrução do Espírito lida com três tipos básicos de meditação. A primeira é intitulada “Domínio do Pensamento”, mas é um nome pouco apropriado. O que é para ser feitonão é controlar de forma ativa ou direta os pensamentos que surgem na sua mente; ao contrário, é necessário se estabelecer como um observador ativo de seus pensamentos. Quando a perspectiva de observador é estabelecida, a diversidade de pensamentos que normalmente aparecem diminuirá sozinha com o tempo.

O segundo tipo de meditação é chamado “Disciplina do Pensamento” e tem duas fases de prática. A 
primeira fase é feita no dia-a-dia e envolve a disciplina dos seus pensamentos de modo que eles tenham a ver somente com a tarefa em questão. Por exemplo, se você está dirigindo para o trabalho, você deve bloquear todo pensamento que não tenha a ver com o ato de dirigir. A segunda fase é executada como uma meditação normal, isto é, sentar-se com seus olhos fechados. Aqui, a pessoa escolhe um pensamento único e bloqueia todos os outros pensamentos emergentes. É melhor, nesse caso, começar com um pensamento simples, que cative a sua atenção. Cada vez que sua mente “viaja”, traga-se firmemente de volta para o pensamento escolhido.

O terceiro tipo de meditação é denominado “Controle dos Pensamentos” e envolve a realização da vacuidade da mente ou uma ausência de pensamentos. Para aqueles pouco familiares com meditação, essa é frequentemente a tarefa mais difícil. Ela requer uma boa quantidade de força de vontade e um esforço persistente. Quando os pensamentos invadem, você deve aprender a bloqueá-los e recuperar o vazio. Eu lhe asseguro, esta não é uma tarefa impossível!

Teoria - Iniciação ao Hermetismo

OS ELEMENTOS


A filosofia dos Elementos é, obviamente, uma construção humana. É uma maneira com a qual nós, humanos, tentamos descrever o funcionamento do universo. Mesmo sendo uma construção humana, não se nega o fato de que ela descreve uma coisa real. Para mim, é uma descrição que funciona bem. Claro, é imperfeita e não se compara exatamente à realidade, mas uma comparação exata seria impossível.
As forças que sustentam os Elementos existem mesmo se não tentarmos descrevê-las e mesmo se não pudéssemos percebê-las.
Há duas coisas muito importantes para se manter em mente quando se trabalha com os Elementos. A primeira é que os Elementos não são os mesmos fenômenos físicos cujos nomes eles compartilham. Por exemplo, o Elemento Fogo não é a mesma coisa que o fenômeno físico do fogo. Os nomes dos elementos são derivados da “lei” da analogia. Isso significa que o Elemento Fogo possui muitas das características do fogo físico, tais como expansão, calor, brilho, e a habilidade de transformar o que toca.
Frequentemente o estudante cai na armadilha de esquematizar uma relação muito próxima entre os Elementos e seus fenômenos físicos análogos. Isso tende a obscurecer o significado profundo dos Elementos e deveria, portanto, ser evitado.
Segundo, no que diz respeito aos elementos, é o fato de que, no nosso reino físico, os Elementos nunca agem sozinhos. Todas as coisas materiais são uma combinação dos Elementos. Por exemplo, o fenômeno físico do fogo não é composto somente do Elemento Fogo. Ao invés disso, ele é composto de todos os quatro Elementos funcionando juntos (mais o quinto – Akasha). Uma coisa física pode mostrar uma predominância de um Elemento sobre os outros; mas ainda assim contém todos os quatro.
Os elementos existem em seu sentido puro e separado apenas nas distâncias mais sutis dos planos astral e mental.

Introdução - Iniciação ao Hermetismo

ESTE MATERIAL APRESENTADO AQUI ESTA SENDO RETIRADO DO BLOG QUE ADMIRO MUITO BARDONISTA, É UMA SÉRIE DE MATERIAIS SOBRE HERMETISMO. RECOMENDO A TODOS A LEITURA.


É uma honra apresentar a vocês alguns de meus pensamentos sobre o curso de iniciação apresentado no O Caminho do Verdadeiro Adepto (CVA) de Franz Bardon.
[Eu empregarei a edição de 1999 da Merkur Publishing nos meus comentários. As diferenças entre esta edição e as edições anteriores são poucas. A única mudança é que a tradução atual para o inglês é mais fácil para o leitor moderno do que a tradução original.]
Quando um estudante, pela primeira vez, aproxima-se desse trabalho, questões inevitavelmente surgem. Embora a melhor maneira de responder essas questões seja o estudante meditar e chegar às respostas sozinho, isso raramente satisfaz o novato e muitos desistirão do livro, frustrados. Nos dias de hoje, agora que a Internet oferece um modo fácil de entrar em contato com outros que estiveram realizando o trabalho de CVA por muitos anos, há pouca razão para o iniciante encarar suas simples questões como barreira para o progresso.
As respostas para as questões mais profundas, porém, deverão ser deixadas para os próprios estudantes. Nesses assuntos, a experiência é, ainda, o único mestre confiável!
Os pensamentos que eu profiro aqui vêm da minha experiência pessoal ao trabalhar ao curso dos Graus de CVA. Cabe ao estudante aprovar ou desaprovar o que eu escrevi aqui através de sua própria perseguição ao trabalho. O que eu escrevo é só para expandir algumas coisas que Bardon descreveu, e para suplantar o que Bardon escreveu. Com esperança, minhas palavras, combinadas com o texto de CVA, tornarão mais fácil para o estudante começar o trabalho com uma confiança maior.
Eu cobrirei apenas a seção de CVA da “Teoria” até o Grau IV. Além desse ponto, o estudante deve alcançar um estágio no qual pedir aconselhamento de uma fonte externa será desnecessário. Para respostas a perguntas que se relacionam ao Grau V e além, é melhor procurar grupos online como o fórum FranzBardonMagi no yahoogroups.com. Contudo, na minha experiência, tais questões são raras exceto quando elas vêm de alguém que não alcançou aquele ponto no trabalho.
O Caminho do Verdadeiro Adepto apresenta um curso coerente de iniciação. Ele, ao contrário de muitos outros sistemas de iniciação, começa no início. Cada Grau é construído em cima daquele que o precede. Portanto, é prudente que o estudante não pule nada no caminho. O que parece simples, no início, provará ser essencial para o sucesso no fim.
A iniciação não é uma corrida. Pouco importa se leva 30 anos para você alcançar o Grau X ou se leva apenas 10 anos. Progrida no seu próprio ritmo (sem perder tempo) e exercite a paciência e a perseverança. Eu não tenho nenhuma dúvida de que a pessoa que sinceramente deseja começar com esse trabalho alcançará o sucesso desejado se ela, firmemente, perseguir CVA.
Cada um dos dez Graus em CVA é quebrado em três categorias de trabalho: o Espírito (Mental), a Alma (Astral) e Material (Corpo). Cada uma dessas categorias deve ser perseguida em conjunto. Isso traz um progresso balanceado que é essencial ao avanço verdadeiro na magia. Nunca o estudante deveria, por exemplo, ir dos exercícios da parte Material do Grau I para os exercícios do Material do Grau II, até que os exercícios das partes do Espírito e da Alma tenham sido dominados. Se certa seleção de exercícios num Grau é dominada facilmente por você, e você completa uma categoria de exercícios antes de você completar as outras categorias do Grau, então simplesmente melhore seus sucessos, ao mesmo tempo em que termina o resto dos exercícios do Grau. Esse padrão de sucesso que Bardon descreve para as três partes de cada Grau deve ser alcançado antes de se progredir para o próximo Grau.
O trabalho em CVA requer disciplina e comprometimento. No início, o estudante precisará encaixar e acomodar os exercícios à sua rotina diária. Eu aconselho que, se possível, você devote uma hora na manhã e outra à noite antes de ir dormir. Mas permita-se exceções ocasionais a esse regime – cinco dias por semana são suficientes, mas sete dias são melhores. Eventualmente essa disciplina se tornará uma alegria e o período, que no início é um fardo, passará rapidamente.
Apesar de tudo, é importante considerar isso ANTES de começar o trabalho. Primeiro, o estudante deveria ler CVA algumas vezes e ter uma ideia do que será requerido. Se você não vir nenhuma maneira na qual a sua vida ocupada pode conseguir acomodar o tempo requerido para esse tipo de trabalho, então é melhor atrasar o início do trabalho até a hora em que estiver capaz de “remodelar” sua vida. No meio tempo, você pode iniciar as mudanças em sua vida que lhe permitirão mais tempo nessa ocupação.
Seja bom para si mesmo. A iniciação não foi feita para ser uma tortura. É feita para ser, se não divertida, pelo menos interessante e inspiradora. Melhorar a si mesmo pode ser (e em minha opinião, DEVERIA ser) um passatempo alegre.
A iniciação não é um caminho em que se buscam grandes riquezas nem poder sobre os outros. Se essas são as suas metas, você não conseguirá sucesso genuíno na magia. É essencial perguntar a si mesmo porque está escolhendo esse trabalho. É sábio passar um bom tempo pensando sobre suas razões de tomar essa responsabilidade.
No desenrolar do curso de CVA, suas intenções serão testadas várias vezes. Isso marca as “armadilhas” ou “emboscadas” que são encontradas por aqueles que fizeram progressos no trabalho. Apenas os motivos “corretos” carregarão o estudante por certas partes do caminho da iniciação. Se os seus motivos forem egoístas demais, você se encontrará num beco sem saída e apenas uma reavaliação de seus motivos lhe libertará. Isso é uma coisa boa e não foi designada para ser um bloqueio. Ao contrário, é uma parte vital da iniciação que garante que o estudante ou ficará no curso previsto ou desistirá do trabalho.
Nessa era moderna, na qual a informação é tão facilmente acessível, temos o hábito de pedir respostas a fontes externas. Perdemos nosso hábito de procurar por nossas próprias respostas e tentar ao máximo descobrir coisas por nós mesmos. Embora seja fácil acumular muita informação e armazená-la em nossas mentes como conhecimento, é apenas através da experiência que a informação é transformada em compreensão. O processo da iniciação é de experiências, não uma mera acumulação de informações. Dessa forma, é importante contemplar cada ideia que encontrar em CVA e descobrir coisas por si o máximo possível. Isso é especialmente verdadeiro quando se fala da seção da Teoria. Muito do que Bardon diz nessa parte é um mero esboço dos fatos e é muito mais como algo para a sua meditação e contemplação do que uma resposta para as suas perguntas. Por favor, fique tranquilo de que algumas das partes mais confusas se clarificarão na medida em que você ganhar mais experiência.
A iniciação requer do estudante uma auto-honestidade radical. Fique alerta para não se enganar sobre ter alcançado algo que, na verdade, você não alcançou. E sempre esteja pronto para, amavelmente, criticar a si mesmo.
Cada um de nós possui, dentro, uma fonte confiável de direção. Essa é a voz interior da nossa consciência individual. Uma das mais importantes lições que aprendi foi SEMPRE ouvir à minha consciência. Ela nunca me levou à direção errada e eu cheguei a um ponto no qual eu NUNCA desobedeço a suas ordens. Eu aconselho o mesmo para você. Ouça e siga a sua consciência e seu sucesso continuado será assegurado!
Eu lhe desejo o maior sucesso no seu caminho de iniciação!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Somos conectados a tudo, a todos, Ao Todo!

Estive navegando e me deparo com este video feito pela WWF, uma campanha simples e direta que mostra como somos ligados a tudo, a natureza e a todos que nos rodeiam.
Cada átomo de ar, cada movimento seu tem uma influencia no Todo. Somos feito de vibração, e com isso afetamos tudo a nosso redor.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A Arte de Morrer

Texto feito pelo Frater Del Debbio


A lenha se transforma em cinza.
A cinza não se transforma em lenha novamente.
Mas não devemos pensar que a cinza é depois e que a lenha é antes.
Saiba que a lenha tem a sua posição no darma*, de lenha, e assim, sendo lenha tem seu passado e seu futuro.
Embora tenha passado e futuro, atravessa passado e futuro.
A cinza está em sua posição do darma* de cinza e tem seu passado e futuro.
Assim como a lenha, depois de se tornar cinza, não volta a ser lenha novamente, da mesma maneira uma pessoa, após a morte, não volta à vida.
Por isso não dizemos que a vida se transforma em morte.
Este é o caminho estabelecido do Darma* de Buda.
Por esta razão é chamado de não nascido.
A morte não se torna vida.
Este é o estabelecido girar da roda do Darma* de Buda.
Por esta razão é chamado de não morto.
A vida tem o seu próprio tempo: começo, meio e fim.
A morte tem o seu próprio tempo: começo, meio e fim.
Por exemplo, é como inverno e primavera.
Não pensamos que o inverno se torna primavera.
Não dizemos que a primavera se transformou em verão.
(Shobogenzo Genjokoan de Mestre Eihei Dogen -1200-1253)

Budismo é uma tradição religiosa com inúmeras ordens e subordens, cujas interpretações e adaptações dos ensinamentos de Buda podem inclusive se contradizer.
Neste trabalho vou me dedicar especialmente ao Zen Budismo, tradição Soto Shu – ordem fundada no Japão pelo Mestre Eihei Dogen, no século XIII – conforme me foi ensinado e transmitido por meus mestres: de ordenação monástica nos Estados Unidos da America do Norte (Taizan Maezumi Roshi), de prática monástica no Mosteiro Feminino da Província de Aichi (Kakuzen Shundo Roshi) e mestre de transmissão do Darma (Yogo Suigan Roshi). Cada um de meus mestres e mestra pertencem a linhagens diferentes, embora todos sejam da mesma ordem monástica.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Espada de Myiamoto Musashi e sua Tsuba





Este post, fiz tempos atrás para um grupo de estudo, e descobri muita coisa através dele. Gostaria de obter respostas de estudantes da Arte da Espada, estudantes de Myiamoto Kensei e filosofia Zen, e saber com isso se até onde escrevi isso tudo tem algo de aproveitável, se não tiver pelo menos apreciem a leitura.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Travessia da Montanha


A muito tempo, em certa tribo de índios, era costume que os rapazes que atingiam a idade própria e aspiravam a serem consagrados guerreiros se submetessem a uma dura prova.
Próximo da aldeia havia grandes montanhas, jamais transpostas.
No dia designado para a prova, partiam os candidatos e procuravam galgar a íngrime escarpa. Ninguém conseguira, ainda, atingir os altos píncaros. Contudo, eram aprovados aqueles que demonstrassem haver subido tão alto quanto os valentes dos anos anteriores. Para isso deveriam trazer; de volta, um ramo de certo arbusto, que só crescia nas partes mais altas da montanha.
Certo ano, todos os jovens desceram trazendo orgulhosamente o ramo comprovante de sua façanha. Todos, exceto um que desceu por último. Seus camaradas estavam atônitos, pois sabiam ter ele alcançado um lugar bem mais alto que todos os demais.
O chefe da tribo, de fisionomia enérgica, fitou-o fortemente, perguntando-lhe se trazia alguma coisa que provasse ter alcançado a altura exigida. 
O rapaz estendeu as mãos vazias. Mas havia um extasiante brilho em seus olhos quando serenamente explicou: ''EU VI O OUTRO LADO''.

Texto retirado do livro: ABSINTO O inebriante Templo Maçônico Dentro da Tradição Kabbalística - ''Sob a Luz do Sol da Meia Noite'' - M.'. I.'. 33° Ali A'l Khan S. I.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A Real Liberdade Humana

“O problema da paz é o problema da liberdade.”
Jiddu Krishnamurti

É comum que os seres das mais variadas classes e segmentos da sociedade divulguem ideais que considerem os melhores para que possamos viver em um mundo mais harmonioso e justo. Este tipo de posicionamento é muito incentivado pela mídia ou por propaganda política, em especial em épocas de crise ou de pleitos eleitorais. Portanto, torna-se corriqueiro na nossa civilização atual esses temas serem comentados e solicitados diariamente das mais diversas formas.

Contudo, nós sabemos o que repetimos constantemente? Ao clamar por justiça, igualdade, liberdade ou verdade, temos plena consciência do que realmente estas palavras significam? As dificuldades maiores já ocorrem porque determinadas palavras assumem significados diferentes para classes de pessoas diferentes. Apenas para exemplificar podemos levar duas questões sobre um mesmo assunto: Será justo uma nação atacar e invadir outra “em nome da democracia e da liberdade”? Por outro lado, será justo deixar uma nação ser massacrada por um ditador que também diz defender a democracia e a liberdade? Ficando apenas no aspecto ético da palavra já podemos perceber o problema de não se conhecer o que se invoca.
Sim, invoca. Cada ideal é uma egrégora que vai se plasmando no inconsciente coletivo da maneira que este incosciente começa a definí-la. E mais, essa egrégora cedo ou tarde se manifestará da maneira que foi definida. Um exemplo clássico é o do inferno cristão. Durante séculos a Europa se deixou dominar pela idéia de que o inferno teria demônios que queimariam, espetariam e torturariam das mais diversas formas os seus prisioneiros. E como se escolheriam os prisioneiros deste inferno? Bastaria que fossem renegados pela Igreja ou acusados de renegarem Deus. Ora, o que foi a “Santa Inquisição”? Multidões sendo queimadas, espetadas e torturadas por serem renegados pela Igreja ou acusados de renegarem Deus! Esta egrégora do “inferno”, após séculos sendo trabalhada, manifestou-se e cumpriu o seu papel!
Portanto, se devemos defender um ideal, devemos conhecê-lo. Falar levianamente em justiça e não ser justo é um erro de consequências graves, pois a egrégora se formará de acordo com aquilo que se age, fala, mas principalmente sente e pensa.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Eu Sou



O ser humano tem dois “Eus“, ou está composto de duas entidades:
O Eu corporal, carnal, que tem sua própria mente, e o EU SOU.
Cada vez que o homem diz “EU SOU”, está invocando a ação de Deus em si e em sua vida, pondo em movimento a substância única da qual Deus formou o céu e a terra: “Que a Luz seja feita” - e o fluido e a vibração se puseram em movimento. Dizer EU SOU é trabalhar sobre essa Luz e, por seu meio, sobre toda a natureza que seja submissa às modificações pela inteligência.
DEUS é VIDA e a VIDA é AMOR, Paz, Harmonia e Bem-Estar.
 A Ela, não lhe interessa quem a use; é como o Sol que ilumina o bom e o mau, o lobo e o cordeiro. EU SOU é a própria vida ativa, e quando alguém diz “EU SOU” faz vibrar todo o poder da Vida e abre a porta a seu eflúvio e fluxo naturais, porque “EU SOU” é a plena atividade de Deus, e por tal motivo nunca, jamais se deve consentir que seu pensamento venha a colocar uma negatividade a EU SOU, ou venha a entorpecer a atividade DESSA VIDA como quando diz: “eu não posso”, “já estou perdido”, “não sou feliz”, etc., porque com essas afirmações inutiliza a energia de Deus que está em si mesmo e em seu mundo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Cego e a Lanterna

Quando saía da casa de um amigo tarde da noite, um homem cego recebeu deste uma lanterna. O cego disse, surpreso:
"Sou cego. De que me vale levar uma lanterna?"
"Sei disso, mas como vais caminhar no escuro, a lanterna evitará que outras pessoas esbarrem em vós," disse o solícito amigo, acendendo a vela dentro da lanterna.
O homem partiu levantando a lanterna à sua frente. Confiante no fato de que ela evitaria acidentes com outras pessoas, ele caminhou sem medo ou relutância ao longo da estrada. Nunca ele se sentiu tão confiante, sabendo que a lanterna era um eficiente aviso de sua presença no caminho.
Entretanto, para sua completa surpresa, de repente alguém esbarra fortemente nele, que cai ao chão. Irritado com isso, o cego grita:
"Não podeis ver uma lanterna aproximando-se?! Com certeza és mais cego do que eu!!!!"
Mas o outro homem disse, confuso:
"Mas como eu poderia ter visto uma lanterna apagada nesta noite escura?!"
Todo aquele tempo o cego carregava a lanterna inutilmente, pois o vento tinha apagado a vela há muito...
"Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar oculto, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que os que entram vejam a luz. A candeia do corpo são os olhos. Quando, pois, os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, quando forem maus, o teu corpo será tenebroso. Vê, então, que a luz que há em ti não sejam trevas. Se, pois, todo o teu corpo estiver iluminado, sem ter parte alguma em trevas, será inteiramente luminoso, como quando a candeia te alumia com o seu resplendor"
(Lucas 11:33-36)
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