SE É A MERA CURIOSIDADE QUE AQUI TE CONDUZ, DESISTE E VOLTA; SE PERSISTIRES EM CONHECER O MISTÉRIO DA EXISTÊNCIA, FAZ O TEU TESTAMENTO E DESPEDE-TE DO MUNDO DOS VIVOS.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Musashi Art




















Mestre Jorge Kishikawa - do Instituto Niten - Brasil


Sempre vemos que em todas as culturas, países, cidades, grupos, os custumes antigos estão se perdendo, sumindo a cada dia. Gosto muito da minha cultura, indigína, gosto da cultura cabocla, negra, japonesa, egipcia, grega... gosto de tudo... gosto muito do antigo.

Já vi em reportagens, onde comentam que os jovens de hoje já não se interessam mais pelos hábitos praticados por nossos pais ou avós. Eu acredito que tudo se renova, as culturas e hábitos são renovados mas o espírito é o mesmo. Fazer como era feito antigamente... bem isso não acredito que seja perpetuado em tudo ou em todas as culturas. Faz parte do ciclo, renovação. Mesmo passando um segredo de familia, um estilo, um conhecimento arcano, uma receita... a cada nova pessoa detentora desse conhecimento vai colocar ali uma pitada de seu próprio estilo, dando assim uma nova roupagem.

Mas, eu particularmente gosto muito de tudo antigo, rústico, arcaico, mas com uma pitada suave do novo. Ritos iniciáticos, comida, preparos, casas, historia, pinturas, desenhos, livros... tem um detalhe muito forte...eram feitos para durar, tinham o amor por quem fazia, hoje vivemos em um mundo descartável.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sefirat ha Omer - parte 4

Tolerância, Força moral, Ambição
Tolerância e ambição formam uma combinação de determinação e tenacidade. É um equilíbrio entre a paciência, persistência e coragem. Tolerância também é ser confiável e responsável, o que estabelece confiança e compromisso. Sem tolerância, qualquer esforço bem-feito ou boa intenção não têm chance de sucesso.
Tolerância significa estar vivo, procurar objetivos saudáveis e produtivos. É a prontidão de lutar pelo que você acredita, de ir até o fim. Sem tal comprometimento, qualquer incumbência permanece plana e vazia. É uma energia que vem do interior e não se detém perante nada, para conseguir suas metas. Isto, é claro, requer que a tolerância seja examinada atentamente para assegurar-se que é usada de maneira saudável e produtiva.
Pergunte-se:
Quão compromissado estou com meus valores?
Até que ponto eu lutaria pelos outros?
Sou facilmente influenciável?
Que preço estou pronto a pagar por minhas crenças?
Existe alguma verdade pela qual estou disposto a dar minha vida?

Primeiro Dia:
22º dia da Contagem do Ômer
20/04/2010

''Hoje são 22 dias que perfazem 3 semanas e 1 dia do Ômer.''
Chesed de Netzach
Bondade na Tolerância
Para que algo seja tolerado é necessário que seja amado. Uma atitude indiferente ou neutra reflete-se num comprometimento apenas parcial. Se você tem dificuldade em se comprometer, examine o quanto você ama e aprecia o objeto que requer seu comprometimento. Amo meu trabalho? Minha família? Minhas escolhas?
Para que a tolerância seja eficaz, é necessário que seja atenta e carinhosa. Tolerância sem amor pode ser contraproducente. Tolerância bruta pode ser entendida como rude e agressiva, o que diminui a cooperação dos outros. Por pura determinação, alguém pode freqüentemente tornar-se controlador e exigente, afastando as pessoas. Para que a tolerância tenha sucesso, é necessário uma atitude amorosa, é preciso paciência.
Minha tolerância faz com que eu seja, ou aparente ser, inflexível?
Minha energia e determinação fazem-me ser controlador?
Sou exigente demais?
Os outros (meus empregados, amigos, filhos) cooperam comigo pela pura força de minha vontade e energia, ou por amor?
Minha tolerância é desagradável?
Para conseguir meus objetivos, permitiria que outros fossem prejudicados?
Acredito que o fim justifica os meios?
Não me deixaria refrear por nada, apenas para conquistar minhas metas?
Quando minha tolerância prevalece e supero os obstáculos no meu caminho, ainda sou carinhoso?
Até ao me defender e a outrem contra influências daninhas, sou movido por amor ou ódio? (veja Segunda Semana, primeiro dia).
Exercício para o dia:
Ao lutar por algo em que acredita, pare por um momento para assegurar-se que isto está sendo feito de maneira carinhosa.

Segundo Dia:
23º dia da Contagem do Ômer
21/04/2010

''Hoje são 23 dias que perfazem 3 semanas e 2 dias do ômer.''
Geburah de Netzach
Disciplina na Tolerância
Examine a disciplina de sua tolerância. A tolerância pode ser direcionada para metas produtivas e expressa de maneira construtiva.
Minha tolerância e determinação estão centralizadas para ajudar-me a cultivar bons hábitos e quebrar os maus?
Ou acontece justamente o contrário?
Minha tolerância origina-se na força ou na fraqueza?
Origina-se em convicção profunda ou na defensiva?
Sou tenaz por teimosia e tenho má vontade para reconhecer erros?
Estou convicto de certas decisões e com má vontade para revê-las?
Uso minha tolerância contra ela mesma, sendo tenaz na minha falta de determinação?
Exercício para o dia:
Quebre um mau hábito hoje.

Terceiro Dia:
24º dia da Contagem do Ômer
22/04/2010

''Hoje são 24 dias que perfazem 3 semanas e 3 dias do ômer.''
Tiferet de Netzach
Compaixão na Tolerância
A tolerância saudável, dirigida a desenvolver boas qualidades e modificar as negativas, será sempre compassiva. A compaixão da tolerância reflete a mais bela qualidade da tolerância: um comprometimento tolerante para ajudar o outro a crescer. Tolerância sem compaixão é mal dirigida e egoísta. Tolerância necessita não apenas ser carinhosa com aqueles que precisam de amor, mas também compassiva com os menos afortunados.
Minha determinação compromete minha compaixão pelos outros?
Sou capaz de elevar-me acima de meu ego e sentir empatia com meus competidores?
Sou generoso na vitória?
Exercício para o dia:
Seja paciente e ouça as pessoas que geralmente o deixam impaciente.

Quarto Dia:
25º dia da Contagem do Ômer
23/04/2010

''Hoje são 25 dias que perfazem 3 semanas e 4 dias do ômer.''
Netzach de Netzach
Tolerância na Tolerância
Examine o aspecto tolerância da tolerância. Todos têm força de vontade e determinação. Temos a capacidade de suportar muito mais do que imaginamos, e triunfar sob as mais duras circunstâncias.
Pergunte-se:
Meu comportamento é inconstante?
Sou consistente e confiável?
Já que possuo força e determinação, por que sou tão instável?
Tenho medo de acessar minha tolerância e habilidade de comprometer-me?
Temo sentir-me encurralado pelo meu comprometimento? Caso a resposta seja sim, por que?
É uma reação a algum trauma do passado?
Ao invés de cultivar a tolerância em áreas saudáveis, desenvolvi uma capacidade de tolerância por experiências desagradáveis?
Suporto mais a dor que o prazer?
Estou substimando minha capacidade de tolerância?
Exercício para o dia:
Comprometa-se em desenvolver um novo bom hábito.

Quinto Dia:
26º dia da Contagem do Ômer
24/04/2010

''Hoje são 26 dias que perfazem 3 semanas e 5 dias do Ômer''.
Hod de Netzach
Humildade na Tolerância
Submissão - resultante da humildade - é um elemento essencial da tolerância. Apressar-se às vezes pode ser uma fórmula para a destruição. O carvalho, por não ter a capacidade de curvar-se numa tempestade, é arrancado. O junco, que se curva à força do vento, sobrevive sem problemas.
Eu percebo quando devo curvar-me, por força e não por medo?
Por que freqüentemente sinto-me temeroso de me submeter?
Tolerância é alavancada pela força interior.
Hod de netzach é o reconhecimento humilde de que a capacidade de tolerar e triunfar origina-se na alma que Deus deu a cada pessoa. Esta humildade não compromete o impulso da tolerância; ao contrário, intensifica-o, porque a tolerância humana apenas pode ir até um certo limite, ao passo que a tolerância que vem da alma Divina é ilimitada.
Atribuo meu sucesso apenas à minha própria força e determinação?
Estou convencido que sou todo poderoso devido ao meu grau de tolerância?
Onde consigo a força quando tudo parece tão árido?
Exercício para o dia:
Ao acordar, agradeça a Deus por ter-lhe dado uma alma com o extraordinário poder e versatilidade para tolerar, apesar de desafios fatigantes. Isto lhe permitirá conseguir energia e forças para o dia todo.

Sexto Dia:
27º dia da Contagem do Ômer
25/04/2010

Conte esta noite: ''Hoje são 27 dias que perfazem 3 semanas e 6 dias do ômer.''
Yesod de Netzach
Vínculo na Tolerância
O vínculo é uma qualidade essencial da tolerância. Expressa seu comprometimento imutável com a pessoa ou experiência à qual está se vinculando, um compromisso tão poderoso que você suportará tudo para preservá-lo.
Tolerância sem um vínculo não resistirá.
Exercício para o dia:
Para assegurar-se da resistência de sua nova resolução, vincule-se a ela imediatamente. Isto pode ser atingido ao tornar prontamente verdadeira sua resolução com algum ato construtivo, ou comprometendo-se com o próximo.

Sétimo Dia:
28º dia da Contagem do Ômer
26/04/2010

''Hoje são 28 dias, que perfazem 4 semanas do ômer.''
Malchut de Netzach
Nobreza na Tolerância
Soberania é a pedra fundamental da tolerância. Tolerância que envolve as seis qualidades prévias é de fato um tributo e testemunho da majestade do espírito humano.
Minha tolerância é dignificante?
Ela expõe o que há de melhor em mim?
Quando confrontado com o sofrimento, comporto-me como rei ou rainha, caminhando orgulhosamente de cabeça erguida, confiante nas forças que me foram dados por D’us, ou me acovardo e encolho com medo?
Exercício para o dia:
Lute por uma causa digna.

Fonte: www.deldebbio.com.br
www.sedentario.org/category/colunas/teoria-da-conspiracao

Sefirat ha Omer - partes 2 e 3


Espero que tenham tido bons resultados até agora.
Gostaria que quem estivesse realizando estes exercícios que comentasse a respeito dos resultados que está conseguindo, curiosidades e ''coincidências'' que aconteceram durante esta primeira semana.
Para quem está fazendo pela primeira vez, é permitido começar na segunda ou terceira semana, mas aviso que os resultados, apesar de interessantes, seriam mais intensos se a pessoa tivesse começado do início, mas servirão para dar uma boa noção da força que estas meditações movimentam no astral.




Justiça, disciplina, moderação, reverência


Se amor (chesed) é a pedra fundamental da expressão humana, disciplina (Gevurah ou Geburah) é o canal através do qual expressamos amor. Mostra uma direção e um ponto de convergência à nossa vida e amor. Como um raio laser, sua potência está no foco e concentração da luz em uma direção, e não em feixes de luz fragmentados e dispersos em várias direções diferentes. Gevurah - disciplina e moderação - concentra e dirige nossos esforços, nosso amor, na direção correta.

Outro aspecto da Gevurah é respeito e reverência. Amor saudável exige respeito pela pessoa amada.

Gevurah é representado na Mitologia por todos os deuses da Guerra e artífices (Marte, Ares, Vulcano, Hefestos, Minerva, Kali, Lugh, Thor, Ogun, Morrigan, Vishnu, Varuna, Indra, Hórus, Bran e Perun, para citar alguns). São os limites que devemos impor às nossas conquistas e os vigias de nossos domínios. Um dia falo mais sobre eles.

Primeiro dia:
Noite do dia 06/04/2010

8º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 8 dias que perfazem 1 semana e 1 dia do Ômer.''
Chesed de Geburah
Bondade na Disciplina
A intenção e o motivo implícitos na disciplina é o amor. Por que medimos nosso comportamento, estabelecemos padrões e esperamos que as pessoas correspondam a eles - apenas por amor. Mesmo o julgamento da culpa é uma expressão de amor. Em outras palavras, punição não é vingança; é apenas outra maneira de expressar amor através da retirada de tudo que for anti-ético do amor. Tolerância às pessoas jamais deve ser confundida com tolerância ao seu comportamento. Pelo contrário: amor pelas pessoas inclui o desejo de que elas sejam o melhor possível, ajudando-as então a se conscientizarem de nada menos que um comportamento perfeito.
Chesed de Geburah é o amor na disciplina; consciência do amor intrínseco que permeia a disciplina e julgamento. É o reconhecimento de que sua disciplina pessoal e a disciplina que você espera de outros é apenas uma expressão de amor. É o entendimento de que não temos direito de julgar os outros; apenas temos o direito de amá-los, e isto inclui querer que eles sejam o melhor possível.
Pergunte a si mesmo:
Quando eu julgo e critico outra pessoa, isto é de certa forma permeado com meu próprio desprezo e irritação?
Há uma satisfação oculta em sua falha?
É apenas por amor ao outro?
Exercício para o dia:
Antes de criticar alguém, pense duas vezes:
É por preocupação e amor?
Passe o dia sem criticar ninguém.

Segundo dia:
07/04/2010

9º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 9 dias que perfazem 1 semana e 2 dias do Ômer.''
Geburah da Geburah
Disciplina na Disciplina
Examine o fator disciplina da disciplina:
Minha disciplina é razoavelmente contida ou é excessiva?
Tenho disciplina suficiente em minha vida e no trato com as pessoas?
Sou organizado?
Meu tempo é usado com eficiência?
Por que tenho problemas com disciplina e o que posso fazer para realçar isso?
Reservo tempo todos os dias para conferir pessoalmente meus compromissos e realizações?
Minha disciplina inclui os outros seis aspectos emocionais, sem os quais disciplina não consegue ser eficaz e saudável?
Exercício para o dia:
Faça um roteiro detalhado para o seu dia, e ao fim do período veja se conseguiu cumprir o planejado.

Terceiro dia:
08/04/2010

10º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 10 dias que perfazem 1 semana e 3 dias do Ômer.''
Tiferet de Geburah
Compaixão na Disciplina
Subjugar e administrar disciplina deve ser não apenas amor, mas compaixão também. O amor vem ao se reconhecer os méritos e qualidades positivas de alguém, ao passo que a disciplina canaliza e dirige aquelas forças e extrai o negativo.
Compaixão é amor incondicional. Significa amor apenas por amor, sem considerar a posição do outro. Tiferet é o resultado de total desprendimento aos olhos de D’us. Você ama por nenhuma razão: ama porque é um reflexo de D’us.
Minha disciplina possui este elemento de compaixão?
Exercício para o dia:
Seja compassivo com alguém a quem reprovou anteriormente.

Quarto Dia:
09/04/2010

11º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 11 dias que perfazem 1 semana e 4 dias do Ômer''.
Netzach da Geburah
Tolerância à Disciplina
Disciplina eficaz pode ser tolerante e persistente.
Minha disciplina é consistente ou apenas quando é forçada?
Levo minha disciplina avante?
Deixo perceber que sou um disciplinador fraco?
Exercício para o dia:
Estenda o plano que fez no segundo dia por um período mais longo, relacionando objetivos a curto e a longo prazo. Reveja e atualize sua lista a cada dia, e veja quão consistente você é e se leva seu plano adiante.

Quinto Dia:
10/04/2010

12º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 12 dias que perfazem 1 semana e 5 dias do Ômer''.
Hod de Geburah
Humildade na Disciplina
Os resultados da disciplina e poder sem humildade são óbvios. As maiores catástrofes ocorreram por causa de pessoas que julgaram outras com arrogância.
Sou arrogante em nome da justiça? (ou o que considero justo)
Penso que estou num pedestal mais alto e concedo julgamento aos meus súditos abaixo de mim?
E a respeito de meus filhos ou alunos?
Um juiz deve ser a mais humilde das criaturas, reconhecendo que senta-se para julgar não por seu próprio mérito, mas apenas porque D’us lhe concedeu o direito de julgar Seus filhos.
Exercício para o dia:
Antes de julgar alguém, assegure-se que o está fazendo sem egoísmo, sem preconceito pessoal. Faça anotações ao final do dia de todos os julgamentos que fez e analise quais deles foram feitos de maneira egoísta.

Sexto dia:
11/04/2010

13 dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 13 dias que perfazem 1 semana e 6 dias do Ômer.''
Yesod da Geburah
Compromisso em Disciplina
Para que a disciplina seja eficaz deve ser entremeada com engajamento e compromisso.
Tanto ao disciplinar a si mesmo como a outros, precisa haver um senso de que a disciplina é importante para desenvolver um vínculo mais forte. Não de que eu estou disciplinando você, mas que estamos fazendo isso juntos para nosso benefício mútuo.
Exercício para o dia:
Demonstre a seu filho ou aluno que a disciplina é uma expressão para intensificar seu vínculo e compromisso um com o outro.


Sétimo Dia:
12/04/2010

14º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 14 dias que perfazem 2 semanas do Ômer.''
Malkuth da Geburah
Nobreza da Disciplina
Disciplina, bem como o amor, deve ampliar a dignidade pessoal (veja Primeira Semana, sétimo dia).
Disciplina saudável deve estimular a auto-estima e ajudar a extrair o melhor de uma pessoa, cultivando sua soberania. Esta expressão de disciplina não compromete a disciplina, pelo contrário, encoraja-a e a amplia.
Minha disciplina degrada o espírito humano?
Minha disciplina enfraquece ou fortalece a mim e aos outros?
Exercício para o dia:
Ao disciplinar seu filho ou aluno, encoraje sua auto-estima.

Compaixão, harmonia, Verdade
Tiferet - compaixão mescla e harmoniza o fluxo livre de amor de chesed com a disciplina da Geburah. Tiferet assume esta força introduzindo uma terceira dimensão - a dimensão da verdade, que não é nem amor nem disciplina, e por isso pode integrar os dois. A verdade é acessada através do desprendimento: elevando-se acima de seu ego e suas predisposições, permitindo-lhe perceber uma verdade mais elevada. A verdade lhe fornece um quadro claro e objetivo da suas necessidades, bem como das necessidades de outros. O desequilíbrio entre amor e disciplina (e por isso, qualquer distorção) é resultado de uma perspectiva subjetiva, por conseqüência, limitada. Introduzir a verdade, suspendendo preconceitos pessoais, permite que a pessoa expresse seus sentimentos (incluindo a síntese de chesed e Geburah) da maneira mais saudável.
Esta qualidade dá o nome a Tiferet, o que significa Beleza: mescla as cores cambiantes do amor e da disciplina, e a harmonia resultante a torna bela.
Tiferet representa o ser crístico, as crianças sagradas, os que se sacrificaram pela humanidade: Osíris, apolo, Helios, Adonis, Attis, Dionísio, Ogma, Shamash, Surya, Amaterasu, Tezcalipoca, apu, Ra, Rama, Krishna, Buda, Mithra e Jesus (católico). É o ponto onde o Microcosmo encontra o Macrocosmo.

Primeiro dia:
Noite do dia 13/04/2010

15º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 15 dias que perfazem 2 semanas e 1 dia do Ômer.''
Chesed de Tiferet
Bondade na Compaixão
Examine o aspecto amor da compaixão.
Pergunte a si mesmo:
Minha compaixão é terna e amorosa ou manifesta-se como piedade?
Minha simpatia é condescendente e benevolente?
Mesmo que esta não seja minha intenção, os outros a percebem como tal?
Minha compaixão transborda com amor e calidez; é expressa com entusiasmo ou é estática e sem vida?
Exercício para o dia:
Ao ajudar alguém, ofereça-se de maneira completa. Dê um sorriso ou faça um gesto carinhoso.


Segundo dia:
Noite do dia 14/04/2010

16º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 16 dias que perfazem 2 semanas e 2 dias do ômer.''
Geburah de Tiferet
Disciplina na Compaixão
Para que a compaixão seja eficaz e saudável, necessita ser disciplinada e dirigida. É preciso discrição, tanto a quem você expressa compaixão, como na quantidade da própria compaixão. Pode-se reconhecer quando a compaixão deve ser mostrada e quando deve ser refreada ou limitada. A disciplina na compaixão é saber que ser verdadeiramente compassivo às vezes requer que se refreie a compaixão, porque compaixão não é uma expressão daquele que concede, mas uma resposta às necessidades de quem recebe.
Sou mais compassivo com estranhos que com as pessoas próximas? Caso seja, por que?
A compaixão vem da culpa?
Minha compaixão pelos outros compromete minhas próprias necessidades?
Estou ajudando os outros e deixando de ajudar a mim mesmo?
Talvez o caso seja exatamente o contrário: minha compaixão por minha família e os que me rodeiam supera as necessidades dos outros?
Minha compaixão é impulsiva e descuidada?
Consigo avaliar a medida de compaixão necessária para uma determinada situação?
Está de acordo com as necessidades de quem recebe?
Será que estou magoando o outro com minha compaixão?
Minha compaixão esmaga as pessoas? É respeitosa?
Costumo dar a mais ou a menos?
As outras pessoas aproveitam-se de minha natureza compassiva?
Quando vejo uma pessoa necessitada, expresso compaixão impetuosamente por sentir-me culpado ou com pena, sem qualquer discrição?
Cometo o “crime” da compaixão, ajudando alguém com algo prejudicial (dando-lhe dinheiro para comprar alguma substância prejudicial, etc.)?
Faço tudo o que está ao meu alcance para determinar as necessidades da pessoa e ajudá-la da melhor maneira possível?
Exercício para o dia:
Expresse sua compaixão de maneira evidente e construtiva, dirigindo-a às necessidades específicas de alguém.

Terceiro Dia:
Noite do dia 15/04/2010

17º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 17 dias que perfazem 2 semanas e 3 dias do Ômer.''
Tiferet de Tiferet
Compaixão na Compaixão
Examine a compaixão na compaixão; a expressão da compaixão e sua intensidade.
A verdadeira compaixão é ilimitada. Ela não é uma extensão de suas necessidades e definida pela sua perspectiva limitada. Compaixão pelo outro conquista-se ao ter uma atitude sem egoísmo, elevando-se acima de si mesmo e colocando-se na situação e na experiência do outro.
Estou preparado e sou capaz de fazê-lo? Se não for, por que?
Expresso e torno verdadeiras a compaixão e empatia em meu coração?
O que me impede de expressá-la?
Estou bloqueado de alguma maneira?
Esta compaixão acontece por causa da culpa ao invés de por verdadeira empatia?
Como a culpa afeta e distorce minha compaixão?
Teste a si mesmo verificando se você expressa compaixão mesmo quando não se sente culpado.
Minha compaixão origina-se num senso de dever ou é frívola?
Por outro lado: Minha compaixão está viva; ressoa com vitalidade, ou é expressa apenas por obrigação?
Minha compaixão é resultado de ser eu uma criatura de hábitos, que sente-se mal quando o próximo sofre, ou aplico-me verdadeiramente a examinar e aperfeiçoar minha compaixão, observando suas limitações e formas de expressão?
Como expresso compaixão?
Minha compaixão é bela?
É bem torneada?
Minha compaixão contém os outros seis elementos de tiferet, sem os quais minha compaixão total permanece ineficaz?
Exercício para o dia:
Expresse sua compaixão de maneira nova, que vá além de suas limitações prévias: expresse-a para alguém com quem você foi insensível.

Quarto Dia:
Noite do dia 16/04/2010

18º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 18 dias que perfazem 2 semanas e 4 dias do ômer.''
Netzach de Tiferet
Tolerância na Compaixão
Minha compaixão é tolerante e consistente?
É confiável ou caprichosa?
Ela prevalece entre as outras forças de minha vida?
Tenho a capacidade de ser compassivo mesmo quando estou ocupado com outras atividades ou apenas quando me convém?
Estou disposto a levantar-me e lutar por alguém?
Exercício para o dia:
Em meio ao seu dia ocupado, reserve um momento para chamar alguém que precisa de uma palavra compassiva. Defenda alguém que esteja precisando de simpatia, mesmo que não esteja numa situação muito popular.

Quinto Dia:
Noite do dia 17/04/2010

19º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 19 dias que perfazem 2 semanas e 5 dias do ômer.''
Hod de Tiferet
Humildade na Compaixão
Se compaixão não deve ser condescendente e pretensiosa, deve incluir humildade. Hod é reconhecer que minha habilidade de ser compassivo e generoso não me torna melhor que o receptor; é o reconhecimento e a apreciação de que criando alguém que necessita da compaixão, D’us me deu o dom de ser capaz de conceder compaixão. Desta maneira, não há espaço para arrogância na compaixão.
Sinto-me superior por ser compassivo?
Desdenho aqueles que precisam de minha compaixão?
Sou humilde e grato a D’us por conceder-me a habilidade de ter compaixão pelos outros?
Exercício para o dia:
Expresse compaixão de maneira anônima, sem reclamar qualquer crédito pessoal. Faça uma doação, auxílio ou ajuda a uma entidade assistencial de maneira totalmente anônima.

Sexto Dia:
Noite do dia 18/04/2010

20º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 20 dias que perfazem 2 semanas e 6 dias do ômer.''
Yesod de Tiferet
Compromisso na Compaixão
Para que a compaixão seja plenamente entendida, é necessário haver um vínculo, um compromisso. Isso requer a criação de um canal entre o doador e o receptor; uma mutualidade que se estenda além do momento de necessidade; um vínculo que continue a existir. Este é o mais gratificante resultado da verdadeira compaixão.
Você se compromete com aquele por quem sente compaixão, ou permanece afastado?
Sua interação consegue algo além de simples simpatia?
Exercício para o dia:
Assegure-se que algo duradouro seja construído como resultado de sua compaixão. Faça a doação de algo útil e duradouro a uma entidade assistencial.


Sétimo Dia:
Noite do dia 19/04/2010

21º dia da Contagem do Ômer
''Hoje são 21 dias que perfazem 3 semanas do ômer.''
Malkuth de Tiferet
Nobreza na Compaixão
Examine a dignidade de sua compaixão. Para que a compaixão seja completa (e amplie os outros aspectos da compaixão), ela deve reconhecer e apreciar a soberania individual. Deve elevar a auto-estima e cultivar a dignidade humana - tanto sua própria dignidade como a dignidade do próximo beneficiado pela sua compaixão.
Minha compaixão é expressa de maneira dignificante?
Eu manifesto e enfatizo majestade em minha compaixão?
Ela traz à tona a dignidade dos outros?
Eu reconheço o fato de que quando experimento compaixão dignificante, ela se refletirá reciprocamente naquele que recebe compaixão?
Exercício para o dia:
Ao invés de apenas fazer caridade, ajude o necessitado a ajudar a si mesmo, de maneira a fortalecer sua própria dignidade.

Sefirat Ha Omer

Olá crianças,

Originalmente, a Páscoa judaica era constituída de dois feriados distintos: Chag ha’Pessach, a Festa do cordeiro Pascal, e Chag ha’Matzot, a Festa dos Pães Ázimos, ambos eram observados muito antes das traumáticas experiências dos judeus no Egito. Nos tempos antigos, quando a maioria dos hebreus vivia no deserto como pastores nômades, as famílias celebravam a chegada da Primavera oferecendo um sacrifício (pessach, o cordeiro pascal). Mais tarde, instituiu-se um outro feriado na Primavera, de caráter agrícola: Chag ha'Matzot, quando os lavradores na Palestina comemoravam o início da colheita de trigo desfazendo-se de toda massa fermentada.


Com o tempo, estas duas festas associaram-se a outro evento que ocorreu na Primavera: o êxodo do Egito. Chag ha'Pessach foi identificado com o fato de Deus ter passado por cima (passach, em hebraico) das casas dos judeus, poupando-os da décima praga, a morte dos primogênitos egípcios. Por outro lado, Chag ha'Matzot foi relacionado com o fato de que os judeus, em sua fuga apressada do Egito, não tiveram tempo de esperar a massa crescer e assaram pães ázimos com a massa não-fermentada.


A Biblia diz que os judeus passaram 49 dias no Deserto entre o Pessach e Shavout, até que Moisés finalmente recebeu a Tábua da Aliança de Deus. Claro que a historinha dos ''Dez Mandamentos'' é mais uma das conversas para boi dormir. As Dez Leis que Moisés recebe dos céus representam as dez Esferas (Sephiroth) da Árvore da Vida (aquela Árvore que também aparece na Biblia no começo do gênese, que continha os frutos do Bem e do Mal e que Adão e Eva não podiam comer mas comeram e acabaram expulsos do Paraíso...).

Lembrem-se que TODO o Pentateuco (os 5 primeiros livros bíblicos) é ALEGÓRICO, o que significa que NÃO existe barquinho de Noé no monte Ararat; NÃO existe Torre de Babel; Deus NÃO criou o mundo em sete dias; o criacionismo NÃO é sério; Adão, Eva, Cain e Abel NÃO foram os únicos habitantes da terra por um tempo e assim por diante...
Todas estas passagens são símbolos de conhecimentos ocultistas que acabaram sendo levados ao pé da letra pelo ''rebanho'' de fiéis.

O que se chama tradicionalmente de ''dez mandamentos'' são adaptações meia-boca do LIVRO DOS MORTOS egipcio, quando o postulante precisa se declarar diante de Maat, Deusa da Justiça, mais precisamente no capítulo 125. Só que onde se lê ''Eu não matei'', ''Eu não menti'', ''Eu não desrespeitei meus pais'', ''Eu não adorei falsos deuses'' e assim por diante, substitua por ''Não matarás'', ''Não levantarás falso testemunho'' e assim por diante.
Alguns mandamentos foram modificados, outros foram convenientemente adicionados por Moisés para manter o povo quieto e obediente.
Claro que a lista egipcia era muito mais completa e trabalhosa. Alguns exemplos:

''Eu não cometi o mal contra os homens,
Eu não oprimi os membros de minha família
Eu não trouxe o mal no lugar do bem e da verdade
Eu não adquiri conhecimentos inúteis
Eu não trouxe nenhum mal
Eu não acordei pela manhã esperando mais do que merecia
Eu não quis que meu nome fosse louvado
Eu não oprimi meus servos
Eu não vilipendiei nenhum deus
Eu não fraudei os pobres
Eu não fiz nada que os deuses abominem
Eu não permiti que um mestre maltratasse um servo
Eu não fiz ninguém passar fome
Eu não causei dor a ninguém
Eu não matei
Eu não dei ordem para matarem
Eu não roubei as bebidas dos deuses no Templo
Eu não roubei a comida dos deuses no Templo
Eu não forniquei
Eu não poluí meu corpo
Eu não menti
Eu não modifiquei as balanças para roubar de meus clientes
''

E assim por diante... A lista é enorme e pode ser lida na íntegra AQUI.

Mas então... o que representam estes 49 dias e os 10 mandamentos?

Os 49 dias (ou sete semanas) representam o 7×7, ou seja, cada uma das Esferas antes do Abismo presente dentro de cada uma destas mesmas esferas (Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth). Cada uma destas esferas representa um grau de consciência dentro da mente humana e uma egrégora que pode ser acessada (que as pessoas costumam chamar de DEUSES). As combinações entre estas sefirot geram os arquétipos universais das virtudes a serem trabalhadas dentro do autoconhecimento (lembram-se? ''Conhece a ti mesmo e conhecerás os deuses e os mistérios do Universo''?).


Para quem acha que esta alegoria é apenas bíblica, devemos lembrar que nos textos babilônicos, Ereshkigal (''A grande senhora dos reinos interiores'') precisava atravessar 49 portais até se purificar... Dentro destas sete câmaras, ela atravessava sete portais, dominando o demônio protetor de cada portal. A cada câmara, ela perdia um de seus véus, até chegar nua no final dos 49 portões.
A título de curiosidade, cada um destes véus representava uma das sephirot e possuía uma cor específica (branco, roxa, laranja, verde, amarelo, vermelho e azul). Estes véus eram despidos durante uma dança ritualística realizada por uma sacerdotisa de Ereshkigal, Inanna, Ishtar, Vênus e outras deusas sagradas do Templo Lunar, em um ritual que misturava alegoria com meditação, o que deu origem à famosa ''Dança dos sete véus'' e, muitos séculos depois, graças ao gado, ao strip-tease vulgar.




Sidarta Gautama também medita durante 49 dias à sombra de uma figueira, até atingir a Iluminação. Coincidência? teria o Buda lido a bíblia?
Jesus passa 49 dias no deserto sendo tentado pelo demônio. Mais tarde esta passagem foi “reduzida” para 40 dias por erros de tradução e adaptação bíblicos.
O profeta Maomé também retira-se para uma meditação de 49 dias no deserto, antes de escrever o Alcorão.
Dante Alighieri, um iniciado, em sua obra “Divina Comédia”, narra a descida pelos 7 níveis do Inferno até o castelo de Lúcifer (portador da Luz?), onde se inicia a subida pelos 7 níveis do Purgatório, até chegar aos portais do Céu.

O Sefirat Ha Omer (a contagem do Omer)
Cada ano a contagem começa em um dia diferente, dependendo de Passach. A contagem em 2010 começa na noite do dia 30/03 (Terça-Feira Agora!!!). A partir deste dia, estudiosos e estudantes de Kabbalah e das tradições judaicas do mundo inteiro estarão unidos em uma grande e poderosa egrégora que durará 49 dias, consistindo de 49 meditações e exercícios de autoconhecimento a serem realizados durante o dia.
O tio Marcelo irá passar a versão light destas meditações para vocês. Estes exercícios podem ser feitos independentemente da sua religião (até mesmo por ateus!). Para entrar em contato com a Egrégora, tudo o que você precisará fazer é separar 5 minutos diários para uma pequena meditação:

- Procure um local onde não será perturbado.
- Faça uma pequena prece ou algumas respirações profundas para relaxar e afastar-se dos problemas mundanos.
- Faça a contagem do Omer dizendo (não precisa ser em voz alta, mas é importante verbalizar!) ''Hoje é o Primeiro dia do Omer - Chesed em Chesed''. A cada dia, conte o dia correspondente e as sefirot correspondentes. Esta é a chave de conexão com a Egrégora. Mentalize as cores das esferas relacionadas com o dia dentro da Árvore da Vida.
- Leia o texto referente ao dia da contagem do Omer e medite sobre como aquelas virtudes poderiam ser utilizadas por você durante sua vida profana. Como estes sentimentos se manifestam em você e o que você pode fazer para colocá-los efetivamente em prática. Algumas pessoas podem fazer pequenos textos em seus grimórios, anotações, desenhos ou até mesmo temas para posts em blogs também, se desejarem.
- O autoconhecimento é um trabalho árduo, porque exige que olhemos para dentro de nós mesmos e de nossos defeitos. Você pode mentir para qualquer pessoa, menos para si mesmo e justamente por isto, o trabalho de lapidação é tão difícil pois exige tratar com coisas que normalmente as pessoas gostam de manter debaixo do tapete. A maioria das pessoas não está preparada nem para admitir os próprios defeitos, que dirá se esforçar para corrigí-los.
- No dia seguinte, tente realizar o exercício proposto.

Assim durante os 49 dias... se você esquecer um dia, PERDEU... comece novamente no ano seguinte. Parece difícil... e SIM, é difícil. Como sempre falamos aqui na coluna, Ocultismo não é para curiosos, céticos de internet e outros preguiçosos mentais...
Mas como estou passando a versão light para não-iniciados, se você esquecer algum dia não tem problema. Continue do dia onde parou, mas tente ser mais disciplinado. Vai ajudá-lo em outras partes da sua vida.

Primeiro Dia:
30/03/2010 - Terça Feira

Conte esta noite: “Hoje é 1 dia do ômer.”
Chesed de Chesed
Bondade na Bondade
Examine o aspecto amor do amor: a expressão do amor e seu nível de intensidade. Todos têm a capacidade de amar em seu coração. A questão é se e como o tornamos real e o expressamos.
Pergunte-se:
Qual é minha capacidade de amar outra pessoa?
É difícil para mim deixar que outra pessoa entre em minha vida?
Tenho espaço para mais alguém?
Concedo lugar para outra pessoa?
Estou temeroso de minha vulnerabilidade, de abrir-me e de ser magoado?
Como expresso amor?
Sou capaz de comunicar meus verdadeiros sentimentos?
Refreio expressões de amor por temer a reação do outro?
Ou pelo contrário: expresso demais, cedo demais?
Os outros entendem mal minhas intenções?
A quem eu amo?
Amo apenas aqueles com quem me relaciono e que se relacionam comigo?
Tenho a capacidade de amar um estranho, de emprestar uma mão amiga a alguém que não conheço?
Expresso amor apenas quando é cômodo
Por que tenho problemas com amor e o quê posso fazer sobre isso?
Meu amor inclui os outros seis aspectos de chesed, sem os quais o amor seria distorcido e incapaz de se realizar verdadeiramente?
Exercício para o dia:
Encontre uma maneira nova de expressar seu amor por um ente querido.

Segundo Dia:
31/03/2010 - Quarta Feira
Conte esta noite: ''Hoje são 2 dias do ômer.''
Geburah de Chesed
Disciplina na Bondade
Amor saudável deve sempre incluir um elemento de disciplina e discernimento: um grau de distanciamento e respeito pelo outro, uma avaliação da capacidade do outro de conter seu amor. O amor deve ser moderado e conduzido apropriadamente. Pergunte a um pai que, em nome do amor, tenha mimado seu filho; ou alguém que sufoque o cônjuge com amor e não permite que o outro tenha seu próprio espaço. Amor com discrição é necessário para evitar dar àqueles que o usariam para perpetuar um comportamento negativo.
Meu amor é suficientemente disciplinado?
Os outros tiram vantagem de minha natureza generosa?
Estou ferindo os outros, ao tornar-me sua muleta em nome do amor?
Estou magoando meus filhos ao forçar sobre eles meu sistema de valores porque os amo tanto?
Respeito aqueles a quem amo ou meu amor é egoísta?
Sou sensível aos seus sentimentos e atitudes?
Vejo a pessoa que amo como uma extensão de mim mesmo e minhas necessidades?
Levo em consideração a capacidade de meu parceiro para receber amor antes que eu o dê?
Meu amor é dado de forma apropriada?
A chuva é uma bênção apenas porque cai em gotas que não inundam os campos.
Exercício para o dia:
Ajude os outros nos termos deles… não nos seus. Concentre-se nas necessidades dos outros, mesmo se demandar esforço.

Terceiro Dia:
01/04/2010 - Quinta-Feira

Conte esta noite: ''Hoje são 3 dias do ômer.''
Tiferet de Chesed
Compaixão, Harmonia na bondade
Harmonia no amor é algo que mescla tanto os aspectos Chesed como Guevurá do amor. Amor em harmonia inclui empatia e compaixão. O amor é freqüentemente concedido na expectativa de receber amor em retorno. O amor compassivo é dado livremente; nada espera em troca – mesmo quando o outro não merece amor. Tiferet é dar também àqueles que o magoaram. Reconhece a disciplina da Guevurá e, mesmo assim, clama por amor compassivo para todos.
Exercício para o dia:
Ofereça uma mão amiga a um estranho.

Quarto Dia:
02/04/2010 - Sexta-Feira

Conte esta noite: ''Hoje são 4 dias do ômer.''
Netzach de Chesed
Tolerância na Bondade
Meu amor é tolerante?
Meu amor suporta reveses e contratempos?
Concedo amor e seguro amor dependendo de meus humores ou sou constante, independente dos altos e baixos da vida?
Tenho boa vontade em trabalhar meus relacionamentos e lutar pelo amor que tenho?
Meu amor tem espírito e valor?
Posso ser confiável, tanto nas horas boas como nas más?
Exercício para o dia:
Reassegure alguém da constância de seu amor.

Quinto Dia:
03/04/2010 - Sábado

Conte esta noite: ''Hoje são 5 dias do ômer.''
Hod de Chesed
Humildade na Bondade
Você pode freqüentemente ficar “travado” no amor, incapaz de perdoar o ser amado ou curvar-se e comprometer sua posição. Hod introduz o aspecto da humildade no amor; a habilidade de elevar-se acima de si mesmo e perdoar ou ceder à pessoa que ama, apenas pelo mérito do amor, mesmo se você está convencido que está certo. Amor arrogante não é amor verdadeiro.
O amor me humilha?
Sou arrogante, apesar disso – ou às vezes porque – tenho a capacidade de amar?
Percebo que a habilidade de amar vem de um lugar mais grandioso e elevado, de D’us ?
Sabendo que o amor vem de D’us, entro no amor com humildade total, reconhecendo o grande privilégio de ser capaz de amar?
Percebo que através do amor, recebo mais do que dou?
Aprecio a pessoa que amo por causa disso?
Exercício para o dia:
Engula seu orgulho e reconcilie-se com uma pessoa querida com a qual se desentendeu.

Sexto Dia:
04/04/2009 - Domingo

Conte esta noite: ''Hoje são 6 dias do ômer.''
Yesod de Chesed
Compromisso na Bondade
Para que o amor seja eterno, é necessário um compromisso; um senso de união que torna o amor verdadeiro pelo esforço conjunto. Amor eterno requer uma conexão íntima, proximidade e apego, de tal forma que beneficie ambas as partes. Este vínculo produz frutos; os frutos nascidos de uma união saudável.
Exercício para o dia:
Comece a erigir algo construtivo junto com alguém que você ama.

Sétimo dia:
05/04/20109 - Segunda Feira

Conte esta noite: ''Hoje são 7 dias que perfazem 1 semana, do ômer.''
Malkuth de Chesed
Nobreza na Bondade
Amor maduro vem junto - e traz - dignidade pessoal, um sentimento íntimo de nobreza e realeza. Permite que você conheça seu lugar especial e contribua para este mundo. Qualquer amor que seja desmoralizante e abata o espírito humano não é amor, de forma alguma. Pois o amor, para ser completo, deve ter a dimensão da soberania pessoal, um senso de liberdade e domínio sobre as forças que denigrem o amor total.
Exercício para o dia:
Realce um aspecto em seu amor que tenha alentado seu espírito e enriquecido sua vida... e comemore!

Tua Escolha! A Parábola do Orgulho

A Parábola do Orgulho

Certo dia, um casal, ao chegar do trabalho, encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões, marido e mulher ficaram assustados; mas um homem forte e saudável, com corpo de halterofilista, disse: “Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo”.

“Mas quem são vocês?” - pergunta a mulher.

“Eu sou a Preguiça”. - responde o homem másculo.

“Estamos aqui para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente da vida de vocês”.

“Como pode você ser a preguiça, se tem um corpo de atleta que vive malhando e praticando esportes? - indagou a mulher.

“A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos; com ela, ninguém pode chegar a ser um vencedor”.

Uma mulher velha, curvada, com a pele enrugada, que mais parecia uma bruxa, diz:
“Eu, meus filhos, sou a Luxúria”.

“Não é possível!” - diz o homem.
“Você não pode atrair ninguém com essa feiúra”.

“Não há feiúra para a luxúria, queridos. Sou velha porque existo há muito tempo entre os homens. Sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos, até a morte. Sou astuta e posso me disfarçar na mais bela mulher”.

E um homem mau-cheiroso, vestindo roupas maltrapilhas, que mais parecia um mendigo, diz: “Eu sou a Cobiça, por mim muitos já mataram, por mim muitos abandonaram famílias e pátria; sou tão antigo quanto a Luxúria, mas eu não dependo dela para existir”.

“E eu sou a Gula” - diz uma lindíssima mulher com um corpo escultural e cintura finíssima. Seus contornos eram perfeitos, e tudo no corpo dela tinha harmonia de forma e movimentos.

Assustam-se os donos da casa, e a mulher diz: “Sempre imaginei que a gula seria gorda”.

“Isso é o que vocês pensam!” - responde ela. “Sou bela e atraente, porque se assim não fosse, seria muito fácil livrarem-se de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta, quem tem a mim não se apercebe, mostro-me sempre disposta a ajudar na busca da luxúria”.

Sentado em uma cadeira num canto da casa, um senhor, também velho, mas com semblante bastante sereno, com voz doce e movimentos suaves, diz: “Eu sou a Ira. Alguns me conhecem como Cólera. Tenho muitos milênios também. Não sou homem, nem mulher, assim como meus companheiros que estão aqui”.

“Ira? Parece mais o vovô que todos gostariam de ter! - diz a dona de casa.

“E a grande maioria me tem!” - responde o vovô. “Matam com crueldade, provocam brigas horríveis e destroem cidades quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim, posso estar em qualquer lugar e penetrar nas mais protegidas casas. Mostro-me calmo e sereno, para mostrar-lhes que a Ira pode estar no aparentemente manso. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas sem me manifestar, provocando úlceras, câncer e as mais temíveis doenças”.

“Eu sou a Inveja. Faço parte da história do homem desde a sua criação” - diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano, assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa.

“Como Inveja, se é rica e bonita e parece ter tudo o que deseja?” - diz a mulher da casa.

“Há os que são ricos, os que são poderosos, os que são famosos e os que não são nada disso; mas eu estou entre todos. A inveja surge pelo que não se tem, e o que não se tem é a felicidade. Felicidade depende de amor, e isso é o que de mais carece a humanidade. Onde eu estou, está também a Tristeza”.

Enquanto os invasores se explicavam, um garoto, que aparentava cerca de cinco a seis anos, sorridente e de aparência inocente, característica das crianças, com sua face de delicados traços, onde mostrava a plenitude da jovialidade, olhos vívidos...

E você, garoto, o que faz junto a esses que parecem ser a personificação do mal? - pergunta o homem.

O garoto responde com um sorriso largo e olhar profundo: “Eu sou o Orgulho”.

“Orgulho? Mas você é apenas uma criança? Tão inocente como todas as outras” - pergunta a mulher da casa.

O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assustou o casal, e ele então diz: “O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo, mas não se enganem, sou tão destrutível quanto todos aqui. Quer brincar comigo?”.

A Preguiça interrompe a conversa e diz: “Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas. Queremos uma resposta”.

O homem da casa responde: Por favor, dêem dez minutos para que possamos pensar”. O casal se dirige para o seu quarto, e lá fazem várias considerações. Dez minutos depois retornam.
“E então?” - pergunta a Gula.

“Queremos que o Orgulho saia de nossas vidas”.

O garoto olha com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali. Porém, respeitando a decisão, dirige-se para a saída.
Os outros, em silêncio iam acompanhando o garoto, quando o homem da casa pergunta: “Ei! Vocês vão embora também?

O menino agora com ar severo e com voz forte de um orador experiente, diz: “Escolheram que o orgulho saísse de suas vidas, e fizeram a melhor escolha. Porque onde não há orgulho, não há preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver, não percebendo que na verdade vegetam”.

“Onde não há orgulho, não há luxúria, pois os luxuriosos têm orgulho de seus corpos e julgam-se merecedores”.

“Onde não há orgulho, não há cobiça, pois os cobiçosos têm orgulho das migalhas que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro”.

“Onde não há orgulho, não há gula, pois os gulosos se orgulham de sua condição e jamais admitem que o são, arrumam desculpas para justificar a gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos”.

“Onde não há orgulho, não há ira, pois os irosos, com facilidade destroem aqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira é resultado de suas próprias imperfeições”.

“Onde não orgulho, não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio, seja ele qual for; precisam constantemente superar os demais nas conquistas, não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança”.

Saíram todos sem olhar para trás, e, ao baterem a porta, um fulminante raio de luz invadiu o recinto.


(Extraído do Livro Falando ao Coração - Julho - Gentil R. Oliveira)

A culpa é de quem?




...SÓ DO PRÓPRIO HOMEM

Miyamoto Kensei e a Natureza


A harmonia com o todo é obrigatório, pelo menos necessário para uma verdadeira visão de nós mesmos. Somos ensinados desde cedo que fazemos parte de um ciclo. Um ciclo sem fim, uma morte agora e um retorno ao começo, uma roda que não cessa de girar sempre renovando as coisas e pessoas. Estamos ligados diretamente a natureza e ela a nós.

Fazemos parte da mesma sintonia ou vibração. Sentir isso nos possibilita ver além do que os olhos nos mostram. É ter consciência verdadeira de nossa existência física e saber que esse corpo é apenas uma casca a ser usada. Nossa alma e espírito são ilimitadamente infinitos, mas precisamos saber usar o que temos a nossa volta de forma harmoniosa. Miyamoto era primoroso com a natureza porque ela foi sua mestre.

Ela traçou e guiou ele pelo Caminho (Dô) de forma que ele só precisava enxergar o verdadeiro Eu dentro dele. Algo que Kojiro já sempre teve acesso, o Eu interior dele nunca foi pertubado (isso se tratando do mangá)



Quando nos damos conta da importância da natureza, das coisas, das pessoas, do vento, da água, enxergamos o invisível ou o que era invisível para nós. Na meditação profunda você tem acesso a isso também, seus traços, o seu andar pelo mundo, suas palavras, suas ações pesam de forma tão grandiosa que cada suspiro seu afeta o mundo.


Talvez por isso tenham escrito que o bater das asas de uma borboleta do outro lado do mundo possa criar um furacão do lado de cá.

Certa vez conversando com minha esposa, ela falou:

- Quando nos afastamos da cidade, vamos para uma chácara ou até uma casa afastada apenas do limite urbano, já sentimos a energia, uma força grande, algo novo (ou antigo) que nos conecta novamente a tudo.

Você escutando o canto dos pássaros, o vento soprando nas copas das árvores, as folhas caindo lentamente ao soprar do vento, os raios do sol perfurando as folhagens densas das árvores e penetrando nas sombras para tocar o chão, onde sementes esperam sentir o calor da vida e assim romper sua primeira barreira, a terra. Sentindo assim o ar fresco e esperando tocar o céu azul bem no alto. Nosso caminho é esse para o alto, sempre crescendo. Libertar nossa mente de coisas pequenas dessa existência material, egoísmo, racismo, pré-conceito, raiva, ódio, inveja, orgulho, ciume.

Saber a verdade, Querer o bem, Amar o belo e Fazer o que é Justo.
Porque a verdade, o bem, o belo e o justo são inseparaveis, de tal forma que aquele que sabe a verdade não pode deixar de querer o bem, amá-lo porque é belo e fazê-lo porque é justo.
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